«No SC Braga pessoas como Palhinha ajudaram no crescimento de Samu Costa»
Samu Costa concluiu a formação no SC Braga, tendo feito a transição para a equipa principal no início da época 2019/20 – Rui Mota recorda-se desse período, tendo sido treinador-adjunto de Ricardo Sá Pinto nessa época nos guerreiros e falou com A BOLA sobre o jogador o jogador que foi a maior surpresa da convocatória de Portugal para o Mundial 2026.
O técnico, que esta época orientou o Ludogorets, recordou a integração de Samu Costa no plantel do SC Braga, onde aproveitou «um plantel recheado de jogadores com muita experiência» que o ajudaram «naquele momento de transição de júnior para sénior, que é sempre um momento mais difícil». Desde Fransérgio e André Horta a João Novais e… João Palhinha, hoje visto como concorrente de Samu na Seleção. «Ter pessoas daquele calibre acaba por ajudar nesse crescimento», recorda o treinador de 47 anos.
«O João tem jogado no mais alto patamar do futebol europeu nos últimos anos», afirma Rui Mota, que ficou surpreendido pela sua omissão da lista para o Mundial, já que «faz parte deste grupo da Seleção há muito tempo».
Considerando o médio do Tottenham «um jogador que dá jeito a todas as equipas» e único para Portugal, «que não tem mais nenhum jogador com a sua capacidade de equilibrar tão bem a equipa defensivamente», Rui Mota também considera que Samu «tem tido um percurso ascendente e, de forma meritória, está nesta convocatória».
«A nossa Seleção é muito atípica»
Rui Mota também olhou para a quantidade de jogadores portugueses com qualidade como um fator determinante para o facto Martínez não ter convocado Palhinha, que se considera um «’6’ típico, mas o Vitinha acaba por ocupar essa posição e joga numa equipa que foi campeã europeia e está de novo na final da Champions League». Por isso é que considera Portugal «uma Seleção muito atípica, porque tem jogadores com muitas características».
«Eu, numa questão pessoal e não de crítica, não teria dúvidas em ter um jogador como o João Palhinha no meu plantel para o Mundial, porque acho que é um jogador diferenciado», continua, «mas o Samu também é um jogador muito válido e que dá outras características à equipa».
Voltando a 2019, quando trabalhou com Samu no SC Braga, Rui Mota recorda que o médio «era um jogador muito dedicado e muito focado naquilo que era a profissão dele. Era um miúdo interessado, que procurava sempre aproveitar todos os treinos que a equipa principal tinha para desenvolver as suas competências».
Apesar de lutar pela manutenção na LaLiga com o Maiorca, jogando numa das maiores ligas do mundo, Rui Mota prevê, em breve, que Samu chegue a um clube que dispute as competições europeias. «Ele tem qualidade para jogar nesse patamar. Já joga num campeonato extremamente competitivo e um jogador que tem qualidade para estar na Seleção portuguesa, tem qualidade para jogar em qualquer equipa do mundo, na minha opinião», concluiu.
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