Neemias deixa o aviso: «Foi só um, mas espero conseguir mais triplos»

Depois de já ter tentado quatro lançamentos de três pontos nos únicos dois jogos que disputou na pré-temporada e falhados todos, o que converteu contra os campeões Knicks, o seu segundo em sem épocas na NBA, não passou despercebido e no último treino dos Celtics, no dimingo, os jornalistas quiseram saber como o português se sentiu e se isso vai ser uma nova vertente do seu jogo

É verdade que o triplo convertido por Neemias Queta a 1,31 min do fim do 3.º quarto (78-71), após assistência de Jayson Tatum para o canto esquerdo do campo, na vitória de sexta-feira dos Celtics sobre os campeões Knicks (107-103), foi apenas o primeiro do português nesta 81.ª temporada, que ainda nem uma semana tem.

Melhor: foi apenas o segundo em seis épocas na NBA em 12 tentativas, todas (3+8+1) desde a sua segunda época em Boston, mas já deu que falar. Após «Neemy» já o ter tentado em quatro ocasiões na pré-temporada — uma contra os 76ers e três face aos Hornets, sem converter nenhuma —, poderá significar que o poste pretende ampliar o seu contributo no jogo dos Celtics com algo que lhe faltava e que terá carta-branca de Joe Mazzulla para o fazer.

Questionado no treino dos Celtics de domingo sobre como tinha sido, num encontro em que até terminou com 15 pts, 6 res, 1 ass e 3 desarmes, Neemias sorriu: «Senti-me muito bem», respondeu, depois de ter contado que havia «lançado com confiança». «Costumava estar no banco e os tipos celebravam à minha frente. Então, também quis fazê-lo na frente deles, por uma vez; foi bem bom. Espero conseguir mais», acrescentou.

Sobre se irá tentar mais vezes, Queta também não quis dar grande importância. «Foi só um. Este é um jogo de marcar e falhar, e não posso ficar muito contente por marcar um, como também não posso ficar muito em baixo por uma série de falhanços. É bom ver um entrar mas, amanhã, há outro jogo. É nesse em que me foco», respondeu quem até agora havia celebrado o seu primeiro triplo na NBA há seis meses — a 11 de abril, contra os Hornets.

E isso obrigou Joe [Mazzulla] a dar-lhe luz verde nessas situações? «[Neemias alarga o sorriso] Sim, de certa forma, sim. Quero dizer, ele encoraja toda a gente a lançar com confiança. Se estamos abertos e podemos lançar, damos um passo em frente, avançamos e lançamos com confiança. Apenas temos de estar no ritmo e no momento certo. Fazer a jogada certa no momento certo. Só estou a tentar fazer isso».

Já quanto ao aspeto em que o internacional luso tem procurado crescer nesta temporada, Queta conta que «principalmente quero ser o mesmo jogador». «Ser alguém com quem podem contar, proteger a área pintada, ganhar ressaltos, fazer aquilo que me trouxe até aqui; mas o lançamento da linha de três pontos pode ser algo a acrescentar ao meu jogo. Estou muito confiante no trabalho que fiz durante a pré-temporada e ao longo dos anos. Se estiver aberto, é lançar com confiança e fazer a leitura correta.»

Os jornalistas presentes quiseram saber quando é que, na sua carreira, Neemias começou a pensar que poderia ser um atirador ou se isso sempre fez parte do seu jogo. «Acho que antes, quando estava em Portugal, também o fazia. É algo com que estou confortável. Não é assim tanta novidade para mim. É apenas desenferrujar e entendê-lo: encontrar os momentos certos para lançar; descobrir quais são as melhores opções que podem surgir; qual é a melhor decisão que podemos ter de fora e coisas desse género. Mas, à medida que o jogo decorre, vamo-nos apercebendo disso. Vamos percebendo melhor os nossos companheiros e eles vão-nos conhecendo melhor. Nisso, penso que temos feito um bom trabalho.»

Outro assunto desde a pré-temporada que tem atraído interesse é a relação de Neemias com Mitchell Robinson, o poste ex-Knicks contratado no defeso que roda com o português na posição de poste e tem integrado o cinco inicial de Boston. Perguntaram se existem algumas formas através das quais pode ajudá-lo a integrar-se e se tem visto progressos no novo companheiro.

«Estou aqui há quatro anos. Sei bem como fazemos as coisas e posso ajudá-lo com isso. Em tudo o que vejo, posso ajudar também. Ele tem sido muito prestável comigo ao ajudar-me a melhorar na proteção da área, em poder vê-lo noite sim, noite não a ganhar ressaltos e a atrapalhar os defensores, mesmo que ele próprio não vá agarrar o ressalto. Ele ajuda-me nisso. Estamos apenas a tentar ajudar-nos mutuamente e acho que vamos ser muito bons juntos», salientou Queta, que falou ainda sobre como tem visto a equipa nos primeiros jogos e referiu o trabalho que o grupo realizou no verão para o campeonato, que agora começa a ser aplicado em campo.

Próximo artigo

A iniciar sessão com Google...