Naomi Osaka. IMAGO
Naomi Osaka. IMAGO

Naomi Osaka admite deixar o ténis caso a filha lho peça, ex-namorado faz rap sobre a separação

Quatro anos depois desde a última vez que participou no torneio japonês, Naomi Osaka está de regresso ao WTA 500 de Tóquio, mas como uma pessoa diferente desde que foi mãe

Naomi Osaka (19.ª do ranking WTA) prepara-se para a estreia no torneio WTA 500 de Tóquio, onde abordou as prioridades da sua carreira e também os abusos online sofridos pelos tenistas, tendo como exemplo mais recente o caso de Coco Gauff.

Naomi Osaka é a 7.ª cabeça de série no quadro principal do torneio WTA 500 de Tóquio e vai defrontar a italiana Jasmine Paolini (1.453.ª), uma especialista de pares (29.ª), na primeira ronda.

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A tenista de 29 anos, regressa após quatro anos de ausência ao Toray Pan Pacific Open, torneio que conquistou em 2019 — a única edição disputada em Osaka, dado que a capital japonesa preparava a receção aos Jogos Olímpicos do ano seguinte. A nipónica foi ainda finalista em 2016 e 2018.

Antiga número um mundial e tetracampeã de Grand Slam, Osaka abordou vários temas na conferência de imprensa que antecedeu o arranque do quadro principal, focando-se no facto de ser uma das mães do circuito. Como é que este estatuto redefiniu as suas prioridades na carreira?

«Não diria que sou mãe a tempo parcial, mas a maternidade não me ocupa o dia todo», afirmou Naomi, que fez uma pausa de 15 meses após saber que estava grávida de Shai, regressando à competição em janeiro de 2024. «É difícil, por vezes olho para o meu futuro e pergunto-me durante quanto mais tempo irei jogar», acrescentou.

«A minha filha disse-me que gostava que eu não viajasse tanto, e não sou o tipo de pessoa que ignore um pedido desses», sublinhou Osaka, reforçando que a sua «mentalidade mudou bastante» com o passar dos anos.

Ainda assim, há certezas inabaláveis: «A minha filha é a minha maior prioridade. Tento colocar o máximo de energia no ténis e, olhando por essa perspetiva, orgulho-me de onde cheguei, pois não posso dedicar todo o meu tempo em exclusivo ao desporto».

Naomi Osaka abordou também os casos de abuso online sofridos pelos tenistas, destacando o episódio recente vivido por Coco Gauff, que revelou ter sido alvo de uma onda inacreditável de insultos racistas durante o Open da China, em Pequim. Um episódio que, admitiu a atual número cinco da hierarquia WTA, a desgastou profundamente: «Ninguém deveria ter de passar por isto. É lamentável, mas, no meu caso, já me habituei. Parece-me que ao longo de toda a minha carreira tive de gerir decisões que tomei e que parecem incomodar as pessoas. É difícil.»

Ex-namorado faz rap sobre a relação

Curiosamente, no dia em que Naomi Osaka falou da maternidade, e de poder terminar a ligação ao ténis pela filha, foi conhecido o novo rap de Cordae, ex-namorado da tenista e pai de Shai.

A música, intitulada Helpless, faz parte do novo álbum de Cordae, em colaboração com Anderson .Paak, com o título Heavy is the Crown.

Em Helpless, o rapper de 29 anos, que esteve num relacionamento com Osaka entre 2019 e 2025, fala da dificuldade de fazer a filha crescer em casas separadas mas também aborda pela primeira vez o fim da ligação com a tenista. «Dei tudo o que tinha à tua mãe/Mas o amor que ela tinha por mim morreu e desapareceu», canta.

Cordae e Naomi Osaka parecem manter um bom relacionamento, apesar do fim da ligação romântica, e tenista reagiu com um like nas redes sociais ao anúncio do novo álbum do rapper.

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