Neemias volta a marcar Portugal e a Europa entre os 125 estrangeiros na NBA
NOVA IORQUE — A cerca de cinco horas de, esta terça-feira, arrancar o 81.º campeonato com três partidas escolhidas a dedo -Pistons-Celtics, Knicks-76'ers e Spurs-Thunder - e já com planteis fechado desde a véspera, a NBA anunciou que os planteis de abertura da temporada 2026/27 contam com 125 jogadores internacionais, oriundos de um número recorde partilhado de 43 países de seis continentes. E, como acontece pela sexta época consecutiva, o português Neemias Queta é um deles.
Confirmando o crescimento do basquetebol internacional e a maior atenção e investimento da NBA nele, todas os 30 clubes têm pelo menos um basquetebolista estrangeiro nas suas fileiras, cabendo aos Mavericks, Heat e Wizards a liderança deste registo, com sete jogadores internacionais cada.
Mas de realçar que, pela primeira vez em 13 épocas, o Canadá perdeu a liderança dos países mais representados para a França, que surge no topo com 17 basquetebolistas. O contingente gaulês, que há alguns anos já figurara como o mais representado depois de ter destonado a Espanha, é encabeçado pela jovem superestrela Victor Wembanyama (Spurs), duas vezes All-Star e eleito Defensor do Ano em 2025/26.
Os canadianos seguem logo atrás, no segundo posto, com 16 elementos, liderados por Shai Gilgeous-Alexander (Thunder), campeão da NBA em 2024/25 e eleito MVP da Liga nas duas últimas temporadas. A lista dos países mais representados fica completa com a Austrália (nove), Alemanha (sete), Nigéria (um recorde de seis) e a Sérvia (seis).
No caso dos nigerianos, que tiveram a sua primeira grande figura em Hakeem Olajuwon, o primeiro MVP da história (1993/94) não americano, existe a curiosidade de 30 jogadores da Liga terem directa ou indiretamente ligações ao país através de laços familiares.
Esta é a sexta temporada consecutiva com pelo menos 120 basquetebolistas internacionais e a 13.ª época seguida a registar uma centena ou mais. O máximo absoluto são 135, número que se registou no início do campeonato de 2025/26, enquanto a marca de 43 países e territórios representados fora inicialmente estabelecida em 2017/18.
A Europa mantém um forte contingente com 70 representantes, igualando o registo da época transata — apenas pela segunda vez na história se atingiu tal número. Entre os nomes europeus em destaque, a par de Wembanyama, figuram: Giannis Antetokounmpo (Heat, Grécia, com ligações à Nigéria), campeão em 2021 e duas vezes MVP; Nikola Jokic (Nuggets, Sérvia), campeão em 2023 e três vezes MVP; e Luka Doncic (Lakers, Eslovénia), seis vezes All-Star e membro do Cinco Ideal da NBA.
Por sua vez, as ligações a África também alcançaram um máximo histórico, com mais de 60 jogadores, entre atletas internacionais e norte-americanos, nascidos no continente africano ou filhos de pelo menos um progenitor natural do continente.
Este grupo inclui, além de Antetokounmpo, referências como Bam Adebayo (Heat, ligações à Nigéria, três vezes All-Star), OG Anunoby (Knicks, Reino Unido, com ligações à Nigéria e bicampeão da NBA), AJ Dybantsa (Wizards, ligações à Rep. do Congo e primeira escolha do draft de 2026), Joel Embiid (76'ers; Camarões, MVP em 2022/23 e sete vezes All-Star) e Pascal Siakam (Pacers, Camarões, campeão em 2019 e quatro vezes All-Star).
Além de Neemias, que cumpre a quarta temporada nos Celtics, recorde-se que Portugal está igualmente representado na NBA pela antiga internacional Mery Andrade, treinadora adjunta dos Raptors, onde se encontra igualmente pela quarta época seguida.
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