Narcotraficante ligado à morte de Andrés Escobar assassinado no México 32 anos depois
Santiago Gallón Henao, um narcotraficante colombiano associado ao homicídio do futebolista Andrés Escobar, em julho de 1994, foi assassinado no México. A notícia foi confirmada esta sexta-feira pelo presidente da Colômbia, Gustavo Petro.
O nome de Gallón Henao constava na investigação da morte do defesa colombiano, que foi baleado em Medellín poucos dias após ter marcado um autogolo pela sua seleção contra os Estados Unidos, no Mundial 1994. O crime chocou o mundo do futebol e a Colômbia, que atravessava um dos seus períodos mais violentos devido ao narcotráfico.
Na noite do homicídio, a 2 de julho de 1994, Santiago Gallón Henao e o irmão Pedro David terão confrontado e insultado Andrés Escobar numa discoteca. O motorista dos irmãos, Humberto Muñoz, confessou ter disparado sobre o jogador de 27 anos, alegadamente para defender os seus patrões. Muñoz foi condenado a 43 anos de prisão em 1995, mas foi libertado em 2005 após uma redução de pena.
Através da rede social X, o presidente Gustavo Petro afirmou que Santiago Gallón foi assassinado na quinta-feira no México, apontando-o como o autor do crime contra o então jogador do Atlético Nacional. Petro sustentou que este assassinato «acabou com a imagem internacional do país».
Denuncié a Santiago Gallón en elaño 2007 en mi debate sobre el paramilitarismo en Antioquia en el senado de la República, mencioné que hacía parte de la convivir "El Cóndor" al lado de alias "El Tubo", quien era el coordinador del bloque metro, y se dedicaba al robo de gasolina… https://t.co/BhqjMnOwZ6
— Gustavo Petro (@petrogustavo) February 6, 2026
Uma fonte do Ministério Público de Toluca confirmou à AFP que Gallón foi morto a tiro num restaurante em Huixquilucan, no Estado do México. Segundo depoimentos de familiares, a vítima «dedicava-se à pecuária e ia reunir-se com pecuaristas» no local do crime.
Recorde-se que os irmãos Santiago e Pedro David Gallón foram investigados por cumplicidade na morte de Escobar e estiveram 15 meses em prisão preventiva, mas nunca chegaram a ser julgados. Em 2015, foram incluídos na lista do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos por narcotráfico, sendo identificados como membros da Oficina de Envigado, uma organização criminosa sucessora do Cartel de Medellín de Pablo Escobar. Outro irmão, José Guillermo Gallón Henao, foi extraditado para os Estados Unidos em 2011 por ligações ao barão da droga mexicano Joaquín «El Chapo» Guzmán.
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