Jackson Martínez representou o FC Porto entre 2012 e 2015
Colombiano representou os azuis e brancos entre 2012 e 2015 - Foto: IMAGO

Jackson Martínez vítima de burla de pastor evangélico

Antigo avançado do FC Porto perdeu centenas de milhares de euros quando jogava no Atlético Madrid

Um pastor evangélico foi condenado em Espanha por se ter apropriado indevidamente de um donativo de cerca de 500 mil euros destinado à sua igreja, sendo que grande parte desse valor foi doado por Jackson Martínez, ex-jogador do FC Porto, quando este representava o Atlético Madrid.

O caso, investigado durante vários anos, culminou na condenação de Tomás G. M. por desviar fundos da igreja evangélica Bautista de Sierra Oeste entre 2016 e 2017. O religioso utilizou o dinheiro para comprar uma viatura, pagar parte de uma hipoteca de uma casa em seu nome e ainda transferiu 260 mil euros para o seu filho, verba que também se destinava à aquisição de um imóvel.

Apesar da condenação, o pastor não foi sentenciado a pena de prisão. A sanção imposta pelas autoridades espanholas inclui uma multa de 3000 euros. A sentença determina ainda «uma multa de dez meses, com quota diária de dez euros, a inibição especial para o direito de sufrágio passivo durante o tempo da condenação, o pagamento das custas processuais, incluindo as da acusação particular, e a obrigação de indemnizar a entidade religiosa pelo total do dinheiro não recuperado, mais os juros legais».

O testemunho de Jackson Martínez foi fundamental no processo. O antigo avançado, que também passou pelo Portimonense, revelou ter descoberto o desfalque em 2020, quando os fiéis da igreja notaram irregularidades nas contas e encontraram transferências avultadas para as contas pessoais do pastor.

«Quando soube que [os fundos] não se tinham destinado à igreja, exigi ao pastor que os devolvesse, mas este não o fez», afirmou o ex-jogador. Por sua vez, o pastor negou as acusações, alegando que tinha autorização de Jackson Martínez para movimentar o dinheiro doado.

A sentença ainda não transitou em julgado, pelo que a defesa do pastor poderá recorrer da decisão na tentativa de obter uma redução da pena ou mesmo a absolvição. Espera-se que o processo judicial continue e que uma decisão definitiva seja conhecida nas próximas semanas.