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Mundial: Martínez terá de alcançar feito inédito para Portugal sorrir
O duelo entre Portugal e Espanha, nos oitavos de final do Mundial 2026, traz consigo uma curiosidade histórica que pode colocar Roberto Martínez no centro dos livros de recordes. O selecionador nacional, nascido em Balaguer, terá de eliminar o país onde nasceu... algo que nunca aconteceu na história dos Campeonatos do Mundo.
Nenhum treinador conseguiu afastar a sua seleção de origem — ou de adoção — numa fase a eliminar do Mundial. E a lista de tentativas falhadas é longa: József Nagy viu a Suécia cair diante da sua Hungria, em 1938; Karl Rappan foi eliminado pela Áustria ao comando da Suíça, em 1954; Didi perdeu com o Peru frente ao Brasil, em 1970; Ricardo La Volpe caiu com o México diante da Argentina, em 2006; Walid Regragui viu Marrocos ser travado pela França, em 2022; e, já neste Mundial, Vladimir Petkovic caiu frente à Suíça, ao comando da Argélia.
Martínez, porém, não parece intimidado pelo peso da história. Desde o início da competição que tem repetido o lema «fazer o que ainda não foi feito», inspirado no tema homónimo de Pedro Abrunhosa, e já assumiu que a equipa quer conquistar o Mundial em homenagem a Diogo Jota.
O técnico espanhol já fez história nesta edição ao tornar-se no treinador espanhol com mais participações em Mundiais (três) e com mais vitórias (nove), ultrapassando Javier Clemente e Vicente del Bosque. Agora, tem pela frente um desafio ainda mais simbólico: fazer aquilo que, até hoje, ninguém conseguiu.