Celebrou nos Aliados e ganhou Toulon, mas está de saída do FC Porto
O futuro de Diogo Fernandes perfila-se fora do Dragão, num cenário encarado como natural no plano de carreira do internacional sub-20 e da necessidade de jogar com regularidade. A contratação de João Afonso ao Santa Clara, que iniciou a época integrado no plantel principal, mas com espaço competitivo previsto na equipa B, faz com que o guarda-redes passe a ter menos margem de afirmação interna. Diogo Fernandes vai iniciar normalmente a pré-temporada na B, segunda-feira, até haver fumo branco relativamente à definição do próximo passo a dar.
O espaço na equipa principal está, de resto, praticamente definido: mesmo com a incerteza sobre uma eventual transferência de Diogo Costa, tudo indica que, se perder o titular, o FC Porto voltará ao mercado, mantendo Cláudio Ramos e João Costa como reservas de confiança de Francesco Farioli.
Nascido em Braga em 2005, Diogo Fernandes chegou ao FC Porto em 2018, após uma passagem pelo SC Braga. Na Dragon Force, destacou-se rapidamente, assinando o primeiro contrato profissional em 2021 e renovando-o em 2024 até 2028, num sinal claro de confiança no seu percurso.
O seu talento tornou-se evidente nos sub-19, onde na época 2023/24 foi titular e chegou a fazer uma assistência contra o Lusitânia de Lourosa. Foi, no entanto, na Youth League que brilhou intensamente, ajudando a equipa a ser a melhor da fase de grupos e tornando-se herói nos oitavos de final ao defender dois penáltis contra o AZ Alkmaar, então campeão europeu, garantindo a passagem à Final Four.
A transição para o futebol sénior aconteceu em fevereiro de 2024, com a estreia pela equipa B na Liga 2, frente ao Leixões. A última temporada foi um resumo do seu percurso: terminou como quarto guarda-redes do plantel campeão nacional, participando ativamente nos festejos do título nos Aliados, o que demonstrava a sua integração no grupo. Apesar de não ter somado minutos oficiais pela equipa principal, a sua utilização chegou a ser ponderada.
Na equipa B, iniciou como titular, mas uma lesão e alguns erros levaram o treinador João Brandão a optar pela experiência de João Costa, também para equilibrar emocionalmente um grupo muito jovem e inexperiente. Ainda assim, o seu valor foi reconhecido por Farioli, que o manteve próximo dos trabalhos da equipa principal. A época terminou com dois feitos importantes: a conquista do título nacional e a vitória no Torneio Maurice Revello, em Toulon, onde foi titular na estreia e na final vencida por 2-0 contra a Tunísia.
Com 21 anos e contrato válido até 2028, Diogo Fernandes precisa agora de jogar regularmente para se afirmar. Neste contexto, a sua saída é encarada como uma transição lógica, com as duas principais ligas portuguesas a serem o destino mais provável, sem descartar uma experiência no estrangeiro.