José Mourinho está de volta ao Real Madrid - Foto: IMAGO

Mourinho diz ao que vai: a primeira entrevista após o regresso ao Real Madrid

Treinador português concedeu entrevista à Vanity Fair, na qual assumiu tom sereno e disse que «é o momento de escutar e não de falar». Sai, desde já, em defesa de Mbappé

Praticamente duas semanas depois de ter sido oficializado como novo treinador do Real Madrid, deixando, para o efeito, o comando técnico do Benfica, José Mourinho quebrou o silêncio e concedeu a primeira entrevista após o regresso ao clube merengue.

Num tom sereno, que, de certa forma, contrasta com aquele que assumiu numa primeira fase da carreira, o Special One garantiu à Vanity Fair que não sente ser «o escolhido», mas sim «um deles», explicando por que motivo aceitou o desafio de voltar ao Santiago Bernabéu. «A história do Real Madrid não tem comparação com a de ninguém. Esta camisola branca tem algo mágico. Quando falamos do Real Madrid, falamos da história e do património do futebol. O que fez do Real Madrid um clube tão grande não foram só os jogadores que por cá passaram. Foram, também, os títulos conquistados e a sua história», afiançou,

De forma mais concreta, Mourinho levantou ligeiramente o véu sobre a postura que pretende assumir nos primeiros tempos do retorno ao colosso da capital espanhola e saiu, desde logo, em defesa de uma das estrelas da equipa, que, na temporada transata, não escapou às críticas. «Não é o momento de falar, é o momento de escutar. Estou aqui para ajudar, não para criticar. Mbappé? É um jogador fenomenal e vou tentar ajudá-lo a ser ainda melhor», frisou o luso, de 63 anos.

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Sobre o mediatismo que o tem rodeado ao longo de toda a carreira, Mourinho deixa uma garantia: «Nunca quis ser mais importante do que os meus jogadores. O carisma não se compra no supermercado.»

O novo homem do leme merengue teve ainda tempo para mergulhar na realidade épica que protagonizou com o Barcelona de Pep Guardiola, entre 2010 e 2013, e que também colocou frente a frente os dois maiores astros do futebol mundial à época: Cristiano Ronaldo e Lionel Messi.

«O Mundo parava para ver aqueles jogos. Não era só Madrid e Barcelona, não era só Espanha: era o Mundo inteiro. Não guardo nenhum sentimento negativo para com o Barcelona, mas desfruto de jogar contra os melhores, porque os melhores obrigam-te a ser melhor», justificou, chutando para canto a ideia de futebol defensivo. «Existe uma teoria absurda: a de que se pode ser grande sem ganhar. No desporto, o objetivo é ganhar. Como é que a minha equipa era defensiva?», questionou, aludindo ao Real que, em 2011/12, conquistou LaLiga com 100 pontos somados e 121 golos marcados, um recorde que permanece até hoje.

O arranque da pré-temporada do Real Madrid está marcado para o dia 13 de julho, altura em que ainda decorre o Mundial 2026. Recorde-se que os merengues já asseguraram quatro reforços: Bernardo Silva, Denzel Dumfries, Ibrahima Konaté e Marc Cucurella.

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