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Goleador de Espanha sem «medo» de Portugal e rendido a Cabo Verde
Apesar de ter sido alvo de uma onda de críticas depois do primeiro jogo no Mundial 2026, em que a Espanha empatou a zero com Cabo Verde, Mikel Oyarzabal é o principal goleador espanhol na competição, somando quatro golos em quatro jogos, dois deles nos 16 avos de final diante da Áustria (3-0).
Em conversa com a Marca, o avançado da Real Sociedad, que vai reencontrar Gonçalo Guedes, fez uma pequena antevisão ao jogo decisivo com Portugal nos oitavos de final e encheu o adversário de elogios, mas garantindo que não há «medo».
«É uma equipa de elite, uma super-equipa com jogadores fantásticos, pela qual temos imenso respeito, mas não medo, como é lógico. Acreditamos em nós próprios e achamos que podemos enfrentar qualquer adversário, tal como temos demonstrado ao longo destes anos, para encararmos o jogo com todas as hipóteses», explicou, recusando a possibilidade de jogar um Mundial com 41 anos, tal como Cristiano Ronaldo.
«São jogadores únicos. É difícil, ou muito, muito difícil, para não dizer impossível, igualar o que eles estão a fazer, tanto ele como o Messi, assim como o Ochoa, que agora também teve a oportunidade de jogar. Acho que é algo a que talvez não se dê o devido valor. Porque, afinal, há sempre o desempenho e a vontade de tirar o máximo proveito do que cada um faz. Mas o simples facto de já estarem aqui, com estas idades, e a competir ao nível a que estão a competir, já é uma conquista», explicou, sendo questionado sobre a peça-chave para segunda-feira.
«Quem nos dera tê-la para a colocarmos em campo e ganharmos o jogo. Vamos tentar preparar o jogo entre hoje e amanhã da melhor forma possível, analisá-los, ver vídeos e ver o que podemos fazer. Acho que temos de nos concentrar em nós próprios, no nosso jogo, em tentar replicar um pouco o que fizemos no outro dia e dar continuidade a isso, porque as sensações foram muito boas e, assim, estaremos mais perto de ganhar», afirmou.
A ver Cabo Verde no avião
Oyarzabal destacou também a campanha de Cabo Verde até à fase a eliminar e a grande exibição com a Argentina. «Tive a sorte de ver o jogo no avião. Estávamos praticamente todos os colegas lá, a ver o jogo juntos no iPad. Acho que alguns devem ter levado um susto depois de verem o jogo. Alguns daqueles que, na altura, nos disseram coisas, de certeza que já se calaram. Já vimos que aqui ninguém oferece nada de graça, toda a gente torna as coisas muito difíceis. Houve seleções que tiveram de passar pelo prolongamento — entre elas a Argentina —, que tiveram de passar pela série de penáltis para avançar, algumas que já estão em casa... Aqui ninguém oferece nada de graça e o dia a dia do futebol está a tornar-se cada vez mais difícil», atirou.
«Sim, acabámos por falar de Cabo Verde porque jogámos contra eles e não perderam um único jogo nos noventa minutos contra as quatro equipas com que se defrontaram. Só foram derrotados pela Argentina no prolongamento. Hoje em dia, o futebol está a tornar-se muito mais equilibrado. Todos analisam tudo, todos observam tudo, sabem o que o adversário vai fazer, o que vai preparar... Está tudo cada vez mais equilibrado, muito mais disputado e ninguém desiste de nada», acrescentou.