Ultras do Marselha
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Marselha arrisca castigo após cânticos homofóbicos dos ultras contra o PSG

Parisienses venceram por 2-1 no Vélodrome

A Liga de Futebol Profissional (LFP) francesa abriu um processo disciplinar na sequência de cânticos de natureza homofóbica entoados nas bancadas do Stade Vélodrome, durante o clássico entre o Marselha e o PSG, que terminou com a vitória dos parisienses por 2-1, no encerramento da 5.ª jornada da Ligue 1.

O incidente ocorreu apesar de, dias antes do jogo, a ministra dos Desportos, Juventude e Vida Associativa, Marina Ferrari, ter enviado uma carta ao presidente da LFP, Vincent Labrune. Na nota, Marina Ferrari sublinhava a necessidade de aplicar rigorosamente o protocolo da FIFA para casos de comportamento discriminatório nas bancadas, que prevê a interrupção imediata da partida.

Contrariando esta diretriz, o árbitro do encontro no Vélodrome não interrompeu o jogo, mesmo depois de os ultras do Marselha terem entoado os referidos cânticos em, pelo menos, duas ocasiões. O clube arrisca, assim, um castigo pesado. Esta inação do árbitro contrasta com o que sucedeu na véspera, no jogo entre o Lyon e o Rennes.

Nessa partida, o jogo foi interrompido aos 36 minutos devido a uma tarja ofensiva exibida na bancada dos Bad Gones. Apesar dos avisos do speaker, os cânticos insultuosos contra o rival Saint-Étienne continuaram, levando o árbitro a ordenar o regresso das equipas aos balneários.

No final desse encontro, o jogador Corentin Tolisso defendeu a necessidade de um tratamento igual para todos os estádios. «Acho que há cânticos e tarjas todas as semanas nos estádios. É bom parar os jogos, mas é preciso fazê-lo em todos os jogos e não apenas quando o Lyon está a ganhar por 2-0 e aparece uma tarja», afirmou o médio do Lyon, apelando a uma maior coerência na aplicação das regras.

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