«Fiquei desiludido»: capitão do Lyon não gostou da saída de Paulo Fonseca
A saída repentina de Paulo Fonseca do comando técnico do Lyon continua a fazer correr tinta em França. Depois do empate a uma bola frente à Real Sociedad, em jogo a contar para a fase de liga da UEFA Europa League, Corentin Tolisso assumiu publicamente os sentimentos do balneário perante o adeus do técnico português rumo ao Sporting.
O capitão dos franceses começou por destacar a resposta da equipa dentro de campo perante o momento conturbado que o clube atravessa: «Queríamos muito mostrar que tínhamos caráter, apesar de tudo o que está a acontecer neste momento no clube, e foi o que fizemos, mostrámos personalidade. Acredito que fizemos um bom jogo, sólido, apesar do golo sofrido. Não desistimos, não baixámos os braços.»
Recorde-se que, no domingo anterior, o abraço emotivo entre Tolisso e Paulo Fonseca na vitória frente ao Angers (2-0) já indiciava um desfecho iminente, confirmado oficialmente na manhã de quarta-feira pelo clube francês. O médio gaulês não escondeu o impacto da decisão, ainda que tenha demonstrado compreensão pelo motivo da mudança.
«Fiquei tocado, porque Paulo Fonseca foi um treinador que estimava e que continuo a estimar enormemente. Fez muito bem ao clube, como já disse anteriormente. Depois, ele saiu... Claro que fiquei desiludido, mas consigo compreendê-lo, porque era, como ele disse, o seu clube do coração. Ele também nos explicou isso, portanto consigo entender...», admitiu.
«Se o Lyon me chamasse e eu estivesse noutro clube, também teria saído. Depois, é o timing, tudo o que construímos com ele, os seus discursos... E, no final, ele sai assim. A forma como aconteceu desiludiu-me? Um pouco, mas continua a ser alguém que estimo muito. Queria que ele ficasse, é verdadeiramente um treinador excecional, já lho disse», confessou Tolisso na zona mista.
Apesar da comoção, o internacional francês fez questão de virar a página e focar o grupo nos objetivos da época. «Agora, nada está acima da instituição do Lyon. Ele saiu, fez a sua escolha, temos de seguir em frente. Não vamos ficar presos ao passado. Nós somos jogadores do Lyon. O Matthieu [Louis-Jean], o Michael [Kallinger], todos os que estão no topo estão a fazer um trabalho excecional desde que Michele Kang chegou. Temos um símbolo e adeptos para orgulhar. Independentemente do treinador, temos de dar o máximo», atirou.
A surpresa pela rescisão também tinha sido vincada pelo diretor desportivo, Matthieu Louis-Jean, que admitiu o choque com a notícia: «Foi uma grande surpresa. Quando o Paulo veio ter comigo para anunciar que queria deixar o Lyon, foi um choque, uma surpresa. Tentei compreender as razões, porque queríamos terminar a época com o Paulo. Explicou-me os seus argumentos, que ouvi, digamos assim...»