Marquinhos fez o golo da vitória - Foto: IMAGO
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Ligue 1: PSG sobrevive ao 'Le Classique' e sai a sorrir do Vélodrome (vídeos)

Bicampeões europeus venceram o Marselha por 2-1, somando pela primeira vez esta época duas vitórias consecutivas no campeonato e subindo ao sexto lugar

O Vélodrome voltou a ser palco de uma batalha à altura do nome: o Le Classique, um dos jogos mais intensos e carregados de rivalidade do futebol francês, não desiludiu. Entre a pressão das bancadas, a tensão em cada duelo e a necessidade de dar uma resposta, Marselha e Paris Saint-Germain protagonizaram mais uma noite de alta voltagem. No fim, sorriu o PSG. A equipa de Luis Enrique venceu por 2-1, somando pela primeira vez esta temporada duas vitórias consecutivas na Ligue 1 e subindo ao sexto lugar, enquanto o OM caiu para o penúltimo posto.

O primeiro tempo foi de resistência parisiense. Com o trio português (Nuno Mendes, Vitinha e João Neves) no onze inicial, o PSG teve mais bola, tentou empurrar o Marselha para trás e encontrou em Doué uma das principais fontes de desequilíbrio, mas faltou-lhe a última decisão. Do outro lado, o Vélodrome fazia jus à fama e empurrava os anfitriões para cada duelo, cada recuperação, cada ataque. As bancadas também deixaram críticas à direção do clube, aumentando ainda mais a temperatura de uma noite que já prometia muito.

O intervalo chegou sem golos, mas com a sensação de que o clássico ainda estava longe de estar escrito. E o segundo tempo tratou de confirmar essa suspeita.

Aos 66 minutos, o PSG encontrou finalmente o caminho da baliza. Doué levantou a cabeça, percebeu o movimento de Ferrán Torres — que tinha acabado de entrar — e colocou a bola na medida certa para o espanhol surgir em velocidade e cabecear para o fundo das redes. Uma combinação perfeita para quebrar a resistência do Marselha e colocar os parisienses na frente.

Só que um clássico nunca aceita uma história simples. Seis minutos depois, o Vélodrome voltou a explodir. Gouiri encontrou o ex-Boavista Ángel Gomes em profundidade e o inglês fez tudo sozinho: acelerou, puxou para dentro, deixou Pacho pelo caminho e rematou para o empate.

Mas os festejos duraram pouco. Aos 72', Marquinhos apareceu onde os capitães aparecem: nos momentos grandes. Nuno Mendes cruzou da esquerda, o brasileiro antecipou-se aos defesas e viu De Lange negar-lhe o golo à primeira. Mas Marquinhos não desistiu: recuperou a bola e, à segunda tentativa, empurrou-a para a baliza. O PSG estava novamente na frente.

O golpe tornou-se ainda mais pesado para o Marselha dois minutos depois, quando o capitão Timothy Weah viu o segundo cartão amarelo e deixou os anfitriões reduzidos a dez. O Vélodrome não deixou de acreditar, mas a energia começou a fugir à equipa.

O PSG passou então a controlar a partida com maior autoridade, trocando a vertigem pelo controlo e mantendo o Marselha longe da baliza.

O PSG leva três pontos, duas vitórias consecutivas no campeonato e um pouco de oxigénio depois de um início muito abaixo do esperado. O Marselha fica com a revolta, o esforço e mais uma derrota para juntar a uma sequência que o atira para a zona de despromoção.

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