Vitinha em ação pelo PSG no Vélodrome, casa do Marselha - Foto: IMAGO

Adeptos do PSG proibidos de apoiar a equipa em Marselha e claque revolta-se

Desde 2015 que os adeptos parisienses não podem deslocar-se ao Vélodrome para verem 'Le Classique'. O CUF, grupo organizado de adeptos, avançou com medidas legais

O Ministério do Interior francês proibiu a deslocação dos adeptos do PSG a Marselha para o clássico de domingo, a contar para a 5.ª jornada da Ligue 1. A decisão foi oficializada através de um despacho publicado esta quinta-feira, que já motivou resposta musculada de um dos grupos organizados de adeptos dos parisienses.

O despacho ministerial especifica a proibição, afirmando que «no domingo, 20 de setembro, da meia-noite à meia-noite, a deslocação individual ou coletiva, por qualquer meio, de qualquer pessoa que se apresente como adepto do Paris-Saint-Germain, ou que se comporte como tal, é proibida entre os municípios da região de Île-de-France, por um lado, e o município de Marselha (Bouches-du-Rhône), por outro».

Esta medida do governo surge na sequência de uma outra ordem, emitida a 9 de setembro pela polícia de Bouches-du-Rhône. Essa ordem já proibia qualquer adepto do PSG de «aceder ao Estádio Vélodrome, estacionar e circular na via pública no centro da cidade e nas imediações do estádio» no dia do jogo.

Para justificar a proibição, o Ministério do Interior invoca o historial de violência entre as claques dos dois clubes. O documento refere o comportamento «frequentemente» violento dos adeptos do Marselha nos jogos em casa, incluindo confrontos entre adeptos e violência contra as forças de segurança. Da mesma forma, o ministério considera que os adeptos parisienses são «muito frequentemente uma fonte de perturbação da ordem pública devido ao seu comportamento violento» durante as deslocações. O despacho sublinha ainda que as relações entre os adeptos do Marselha e do PSG são «marcadas por uma animosidade de há muitos anos», que já resultou «várias vezes em confrontos graves».

Claque avança com processo legal contra decisão

Esta decisão levou à revolta do Collectif Ultras Paris (CUF), grupo organizado de adeptos do PSG, que divulgou, em comunicado, que vai contestar esta ordem, que é tomada desde 2015. «Seis presidentes da Câmara sucederam-se, sem que nenhum diálogo real fosse estabelecido connosco. 11 anos de sucessivas proibições não podem substituir o diálogo», afirmou a claque em comunicado.

«Desta vez, decidimos usar todos os meios legais à nossa disposição para defender a nossa liberdade de movimento e o nosso direito de apoiar o nosso clube. Não estamos a pedir nenhum privilégio. Estamos simplesmente a pedir que a lei seja respeitada», concluiu a mensagem do CUF.

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