Mão pesada: treinador do Sevilha castigado com sete jogos de suspensão
O Comité de Competições da Federação Espanhola de Futebol aplicou uma sanção de sete jogos a Matías Almeyda, treinador do Sevilha, na sequência da sua expulsão e posterior confronto com o árbitro Galech Apezteguia no jogo do passado sábado contra o Alavés (1-1), relativo à 24.ª jornada da La Liga.
Aos incidentes que se seguiram ao cartão vermelho, o comité somou seis jogos de castigo. No mesmo encontro, os jogadores Joan Jordán e Juanlu Sánchez, também expulsos, foram suspensos por dois e um jogo, respetivamente.
Com esta decisão, o técnico argentino arrisca-se a falhar metade das 14 jornadas que restam para o final do campeonato espanhol. O emblema andaluz, que já tinha apresentado alegações, considera o castigo «totalmente injusto» e irá recorrer da decisão para o Comité de Apelo, estando disposto a levar o caso até às últimas instâncias para reduzir a pena, invocando precedentes de casos semelhantes na primeira e segunda divisões.
Este castigo recorda outras sanções severas aplicadas a treinadores no futebol espanhol. A mais recente de grande dimensão foi a de Diego Simeone, amigo e antigo colega de Almeyda, que em 2014/15 foi suspenso por oito jogos. O treinador do Atlético de Madrid foi expulso na Supertaça de Espanha contra o Real Madrid por protestar «de forma ostensiva com os braços no ar, ignorando as instruções do quarto árbitro». O relatório do árbitro Fernández Borbalán agravou a situação, ao detalhar que, «uma vez expulso, dirigiu-se ao quarto árbitro, golpeando-o com a mão aberta na cabeça, por duas vezes», antes de aplaudir ironicamente a decisão.
Outros casos notáveis incluem o de Juan Antonio Anquela, que, enquanto treinador do Numancia na segunda divisão, foi suspenso por seis jogos por insultos à equipa de arbitragem. O relatório do jogo com o Girona mencionava frases como «A tua p*** de mãe» e «A ver o que põem depois no relatório, de certeza que mentem».
Recuando até ao ano 2000, encontramos uma das sanções mais duras: nove jogos para o falecido Txetxu Rojo, então treinador do Saragoça, por um confronto no túnel dos balneários com o árbitro Medina Cantalejo, que relatou ter sido gravemente insultado. Mais recentemente, em 2014, Javier Aguirre, ao serviço do Espanhol, foi suspenso por quatro jogos após ter gritado «Isso é amarelo, filho da p***» ao árbitro.
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