Hazard no Mundial da Rússia
Hazard no Mundial da Rússia - Foto: IMAGO

«Éramos melhores do que a França»: Hazard recorda Mundial 2018

Antigo internacional belga não tem dúvidas e garante que não vencer a competição na Rússia há oito anos foi a maior desilusão da carreira

Eden Hazard, que se retirou dos relvados em 2023, confessou que a eliminação da Bélgica frente à França (1-0) na meia-final do Mundial 2018 continua a ser a maior desilusão da carreira, em entrevista concedida ao The Guardian.

Quase oito anos depois, o antigo jogador de 35 anos admite que o desfecho daquele jogo ainda lhe provoca sentimentos contraditórios, divididos entre o orgulho pelo percurso dos diabos vermelhos, treinados por Roberto Martínez, atual selecionador de Portugal, que terminaram em terceiro lugar, e a enorme desilusão por não ter conquistado o troféu.

«O Mundial de 2018 foi incrível», explicou Hazard. «Tive a sorte de jogar com o meu irmão [Thorgan Hazard]. Ser capitão do meu país foi algo inimaginável. É a felicidade absoluta. Sentíamos que a Bélgica estava incrível naqueles anos. Mesmo não tendo ganho, hoje dizemos que éramos uma equipa melhor do que a França. Isso deixa-me orgulhoso: não por termos ganho, mas pelo que construímos juntos».

Recorde-se que, na altura, o então jogador belga foi bastante mais crítico em relação à vitória francesa. «Prefiro perder com o futebol desta Bélgica do que ganhar com o daquela equipa de França», afirmou ao Nieuwsblad. «Eles não jogaram bem, mas defenderam bem e foram eficazes. Não encontrámos o ponto fraco deles e faltou aquele pequeno momento de magia necessário para marcar».

O seu colega de equipa, o guarda-redes Thibaut Courtois, também não poupou nas críticas. «Foi um jogo frustrante, a França não jogou», lamentou o guardião do Real Madrid. «Jogou a defender com onze jogadores a 40 metros da sua baliza. Jogou em contra-ataque com o Kylian Mbappé, que é muito rápido. A frustração existe porque perdemos contra uma equipa que não é melhor do que nós, perdemos contra uma equipa que não joga, mas que defende. É uma pena para o futebol que a Bélgica não tenha ganho».

Naquela noite, o único golo da partida foi marcado por Samuel Umtiti, aos 51 minutos, na sequência de um pontapé de canto cobrado por Antoine Griezmann. A França conseguiu segurar a vantagem num jogo muito disputado, vindo mais tarde a sagrar-se campeã do mundo pela segunda vez na sua história, ao vencer a Croácia na final por 4-2. As duas seleções voltarão a encontrar-se em 2026, uma vez que integram o mesmo grupo na Liga das Nações.