Mais um escândalo em Itália: chefe da arbitragem suspeito de fraude desportiva
O responsável pela arbitragem italiana, Gianluca Rochhi, está a ser investigado por cumplicidade em fraude desportiva. De acordo com a Gazzetta dello Sport, a Procuradoria de Milão está a investigar o antigo árbitro internacional devido a alegadas pressões a equipas de arbitragem e de videoarbitragem nas últimas duas temporadas.
Tudo começou com uma denúncia apresentada pelo antigo árbitro assistente Domenico Rocca à Associaciação Italiana de Árbitros (AIA), em maio de 2025. A queixa foi arquivada a nível desportivo, mas o caso pode ter consequências criminais.
No centro da polémica está um vídeo na sala do VAR do duelo entre Udinese e Parma (1-0), disputado a 1 de março de 2025. Nas imagens, pode ver-se que o VAR pergunta a uma terceira parte se um determinado lance é penálti. O árbitro da partida, Fábio Maresca, foi posteriormente chamado ao monitor e assinalou castigo máximo a favor da turma de Udine.
De acordo com Rocca, foi o próprio Rocchi que «bateu repetidamente no vidro da sala para alertar a equipa de videoarbitragem para a relevância do lance».
A AIA decidiu tomar medidas para garantir a ausência de interferências externas e inspetores federais foram destacados para supervisionar a conduta das equipas de VAR durante as partidas.
O duelo entre Udinese e Parma precipitou um clima de suspeição e a investigação de outras partidas, incluindo um duelo entre Inter e Hellas Verona, disputado 6 janeiro de 2024, em que uma cotovelada de Bastoni passou impune.
Gianluca Rocchi negou estar envolvido no escândalo e garantiu que se irá defender em todas as instâncias. O italiano de 52 anos apitou ao mais alto nível entre 2008 e 2016 e marcou presença no Campeonato do Mundo de 2018.
O futebol italiano enfrenta mais um escândalo num curto espaço de tempo. As autoridades italianas desmantelaram nas últimas semanas uma rede de prostituição que operava perto de Milão e que tinha entre clientes cerca de 50 jogadores da Serie A. Dentro do campo, a seleção transalpina falhou a qualificação para a fase final do Mundial pela terceira vez consecutiva no final de março.