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Infantino sobre árbitro somali barrado nos EUA: «Não somos os reis do mundo...»
O presidente da FIFA, Gianni Infantino, demarcou-se de qualquer responsabilidade no caso de Omar Abdulkadir Artan, o árbitro somali a quem foi recusada a entrada nos Estados Unidos. O dirigente considerou a situação «lamentável», mas sublinhou que o organismo que lidera «não controla tudo».
As declarações foram proferidas esta quarta-feira, durante uma conferência de imprensa na Cidade do México, na véspera do arranque do Campeonato do Mundo. «É lamentável o que aconteceu ao Omar. Mas, mais uma vez, não controlamos tudo. Tentamos, discutimos, vemos o que acontece. Talvez seja bom simplesmente acalmar-se, relaxar. Tentamos resolver tudo. Às vezes, gritar e berrar tem o efeito contrário. Não acredites em mim se não quiseres, mas tentamos sempre encontrar soluções. Não somos os reis do mundo», afirmou Infantino, ao ser questionado sobre o incidente.
Artan, eleito o melhor árbitro pela Confederação Africana de Futebol (CAF) em 2025, estava nomeado para arbitrar no Mundial. No entanto, no passado sábado, foi barrado pela polícia de fronteiras no Aeroporto Internacional de Miami, após um interrogatório que durou onze horas.
Contactada pelo The Athletic, a administração Trump justificou a decisão, alegando a existência de ligações entre o árbitro e «presumíveis membros de organizações terroristas». Contudo, não foram fornecidos pormenores sobre a natureza dessas ligações nem sobre a identidade da organização terrorista em causa.