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Luís Figo arrasa Infantino: «O comportamento mais baixo, enganador e egoísta que alguma vez vi»
Luís Figo, antigo internacional português e conselheiro da UEFA, lançou um ataque contundente a Gianni Infantino, exigindo a demissão imediata do presidente da FIFA. O ex-jogador acusa Infantino de ter o «comportamento mais baixo, enganador e egoísta» que já testemunhou nos seus 20 anos de carreira profissional.
Numa crítica feroz, Figo afirma que a solução para os problemas da FIFA se resume a três palavras: «Infantino tem de sair». O antigo capitão da Seleção Nacional considera que o líder do organismo que rege o futebol mundial é «uma relíquia do passado do jogo e não deveria ter qualquer papel no seu futuro», acusando-o de tentar forçar grandes mudanças apenas para se «enriquecer a si e aos seus amigos».
Figo questiona a falta de transparência em torno de um plano recente, que compara à Superliga, e que, segundo ele, foi travado pela comunicação social. «Se era uma ideia tão boa, porque não a comunicou aos seus membros quando os tinha a todos numa sala antes da final do Campeonato do Mundo?», interroga, apontando a ausência de um debate sobre os riscos e a omissão de um alegado futuro emprego de 30 milhões de dólares anuais para Infantino.
Today I join others from across our game and call for Gianni Infantino to resign as FIFA President.
— Luís Figo (@LuisFigo) August 5, 2026
Infantino has debased the office that he promised to elevate. He has lied, deceived and tried to feather his own nest at the expense of the game he is supposed to serve.
He has…
O antigo jogador do Sporting, Barcelona, Real Madrid e Inter de Milão acusa o presidente da FIFA de não ser honesto sobre as consequências de vender o controlo do Campeonato do Mundo. «Não é ousado quando se falha em explicar que, uma vez vendida a sua parte, ela desaparece para sempre e se deserdam os sucessores da propriedade do Mundial», sublinha.
As críticas estendem-se a uma série de outros comportamentos, que Figo descreve como uma «ladainha de abusos» que mancharam a reputação do futebol. Entre eles, menciona a suspensão e reversão de decisões disciplinares e a violação das leis do jogo, tudo para «agradar aos seus amigos». Figo refere ainda os comentários do Príncipe Ali, presidente da Federação de Futebol da Jordânia, que destacou o «comportamento mafioso da FIFA de Infantino» para garantir a sua continuidade no poder.
Para o antigo Bola de Ouro, a discussão sobre o dinheiro no futebol deveria focar-se no investimento em infraestruturas e na formação de treinadores, para que «todas as crianças do mundo tenham a oportunidade de se apaixonarem pelo desporto mais belo do planeta». Figo aponta para os 5 mil milhões de dólares nas reservas da FIFA, argumentando que esse valor seria suficiente para financiar qualquer plano, tornando desnecessário o recurso a investimento externo.
Na sua conclusão, o também antigo candidato à liderança da FIFA é implacável: «Infantino aviltou o cargo de presidente da FIFA que prometeu elevar. Mentiu, enganou e tentou encher os próprios bolsos à custa do jogo que deveria servir.» Afirma ainda que o presidente perdeu o apoio de todos os quadrantes do futebol e que, embora seja tarde para salvar a sua dignidade, «não é tarde demais para salvar o futebol».