Luís Figo, antigo capitão da Seleção Nacional - Foto: IMAGO

Luís Figo arrasa Infantino: «O comportamento mais baixo, enganador e egoísta que alguma vez vi»

Artigo de opinião publicado no 'Daily Mail'

Luís Figo, antigo internacional português e conselheiro da UEFA, lançou um ataque contundente a Gianni Infantino, exigindo a demissão imediata do presidente da FIFA. O ex-jogador acusa Infantino de ter o «comportamento mais baixo, enganador e egoísta» que já testemunhou nos seus 20 anos de carreira profissional.

Numa crítica feroz, Figo afirma que a solução para os problemas da FIFA se resume a três palavras: «Infantino tem de sair». O antigo capitão da Seleção Nacional considera que o líder do organismo que rege o futebol mundial é «uma relíquia do passado do jogo e não deveria ter qualquer papel no seu futuro», acusando-o de tentar forçar grandes mudanças apenas para se «enriquecer a si e aos seus amigos».

Figo questiona a falta de transparência em torno de um plano recente, que compara à Superliga, e que, segundo ele, foi travado pela comunicação social. «Se era uma ideia tão boa, porque não a comunicou aos seus membros quando os tinha a todos numa sala antes da final do Campeonato do Mundo?», interroga, apontando a ausência de um debate sobre os riscos e a omissão de um alegado futuro emprego de 30 milhões de dólares anuais para Infantino.

O antigo jogador do Sporting, Barcelona, Real Madrid e Inter de Milão acusa o presidente da FIFA de não ser honesto sobre as consequências de vender o controlo do Campeonato do Mundo. «Não é ousado quando se falha em explicar que, uma vez vendida a sua parte, ela desaparece para sempre e se deserdam os sucessores da propriedade do Mundial», sublinha.

Gianni Infantino e Luís Figo em 2016: muito mudou na relação

As críticas estendem-se a uma série de outros comportamentos, que Figo descreve como uma «ladainha de abusos» que mancharam a reputação do futebol. Entre eles, menciona a suspensão e reversão de decisões disciplinares e a violação das leis do jogo, tudo para «agradar aos seus amigos». Figo refere ainda os comentários do Príncipe Ali, presidente da Federação de Futebol da Jordânia, que destacou o «comportamento mafioso da FIFA de Infantino» para garantir a sua continuidade no poder.

Para o antigo Bola de Ouro, a discussão sobre o dinheiro no futebol deveria focar-se no investimento em infraestruturas e na formação de treinadores, para que «todas as crianças do mundo tenham a oportunidade de se apaixonarem pelo desporto mais belo do planeta». Figo aponta para os 5 mil milhões de dólares nas reservas da FIFA, argumentando que esse valor seria suficiente para financiar qualquer plano, tornando desnecessário o recurso a investimento externo.

Na sua conclusão, o também antigo candidato à liderança da FIFA é implacável: «Infantino aviltou o cargo de presidente da FIFA que prometeu elevar. Mentiu, enganou e tentou encher os próprios bolsos à custa do jogo que deveria servir.» Afirma ainda que o presidente perdeu o apoio de todos os quadrantes do futebol e que, embora seja tarde para salvar a sua dignidade, «não é tarde demais para salvar o futebol».

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