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Jordânia acusa a FIFA de «chantagem» e ataca Infantino
A Federação de Futebol da Jordânia acusou a FIFA de «chantagem» por vários motivos, após o país ter feito a estreia em Mundiais nos Estados Unidos. Em comunicado oficial, o presidente da Federação, Prince Ali bin Hussein, afirmou que o seu país teve de ultrapassar «diversos obstáculos» enquanto estava no Mundial.
O dirigente faz a acusação grave de que, segundo ele, a Jordânia foi «tributada pelo governo dos EUA através da FIFA» pela participação no Campeonato do Mundo, com dinheiro que, supostamente, era destinado a jogadores e equipa técnica.
Hussein também denuncia que houve adeptos da Jordânia aos quais foi negada a entrada no país, devido à falta de vistos, apesar de terem bilhetes de jogo pagos a «preços exorbitantes».
Por fim, Hussein acusa a FIFA de ainda não ter pago à federação que preside os prémios em relação à participação na Taça Asiática de 2025, na qual a Jordânia foi vice-campeão (perdeu a final para o Qatar). Hussein escreve precisamente que o dinheiro ainda não foi pago, apesar de a FIFA se gabar «dos muitos milhares de milhões de dólares que tem em reserva».
A FIFA «tem-se recusado a ajudar-nos em qualquer uma destas ou noutras questões»», continua Hussein, que terá sido informado, durante o Mundial, que um apoio declarado a Infantino «ajudaria imenso a Federação da Jordânia».
O dirigente remata assim o duro comunicado contra Infantino: «Não o apoiámos antes e certamente não o faremos agora. Mas toda esta situação equivale a chantagem e recusamo-nos a ceder a isso.»
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