Gianni Infantino, presidente da FIFA
Gianni Infantino, presidente da FIFA - Foto: IMAGO

«Lamentáveis e condenáveis»: a mensagem que coloca Infantino em xeque na FIFA

Mattias Grafstrom, secretário-geral do organismo, envia mensagem aos funcionários em plena polémica

Numa altura de controvérsia na FIFA, devido ao projeto abortado de criação de uma sociedade comercial, o secretário-geral Mattias Grafstrom enviou, esta terça-feira, uma longa mensagem a todos os funcionários do organismo. O número dois da instituição, conhecido por ser próximo do presidente Gianni Infantino, abordou a situação atual e agradeceu o trabalho realizado no Mundial de 2026, curiosamente sem nunca mencionar o nome do seu superior.

Mattias Grafstrom, secretário-geral da FIFA
Mattias Grafstrom, secretário-geral da FIFA

A comunicação surge um dia depois de ter sido noticiado o descontentamento entre os trabalhadores da FIFA. Grafstrom iniciou a sua mensagem reconhecendo o período conturbado. «A semana passada foi simultaneamente extraordinária e desgastante para todos os membros do pessoal da FIFA nos nossos escritórios por todo o mundo. É por isso que queria que fossem os primeiros a ouvir esta mensagem da minha parte», explicou.

O secretário-geral fez questão de elogiar o esforço dos colaboradores na organização do Campeonato do Mundo de 2026. «Desejo reconhecer e sublinhar o trabalho excecional realizado por cada um de vós, que trabalharam incansavelmente, no local e à distância, para garantir o sucesso do Campeonato do Mundo da FIFA de 2026 no Canadá, no México e nos Estados Unidos. Foi um sucesso retumbante, um evento apreciado por milhares de milhões de pessoas em todo o mundo, unidas por uma paixão comum pelo futebol», afirmou.

Relativamente à polémica em torno da criação da nova empresa, Grafstrom classificou os acontecimentos como «lamentáveis e condenáveis», mas sublinhou que não devem ofuscar o sucesso do Mundial e o trabalho diário dos funcionários. «Uma série de eventos lamentáveis e condenáveis – que felizmente terminou com o abandono definitivo do projeto FFE – por mais dececionantes que sejam, não devem ocultar esta realidade», pode ler-se na mensagem.

Grafstrom apelou à união e ao foco na missão principal da instituição. «Fomos todos mergulhados num período de turbulência, difícil de compreender e aceitar. Mas, como secretário-geral, peço-vos que se mantenham focados no que sempre nos uniu: servir o futebol e as suas 211 federações-membro, trabalhando lado a lado com todas as partes interessadas, no pleno respeito pelos Estatutos da FIFA e pelos seus regulamentos.»

Para concluir, o dirigente sueco deixou uma garantia de proteção aos funcionários face ao clima de instabilidade. «Asseguro-vos que, como membros da administração, serão protegidos e preservados do contexto político que atravessamos atualmente. Não têm de se preocupar. Os indivíduos, os períodos de instabilidade e os episódios infelizes passam. A instituição, a sua missão e a sua responsabilidade para com o futebol, essas, permanecem», concluiu, acrescentando que a sua «porta» estará sempre aberta e que continuará a apoiar as equipas «enquanto o meu trabalho for apreciado por aqueles que servimos».

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