Liga: nova corrida, nova viagem...
NA próxima sexta-feira, às 20.15, o Estádio José Alvalade vai ser palco do kick off da Liga Portuguesa (Sporting-Vizela). Do ponto de vista das movimentações do mercado, há que dizer que não vivemos um defeso particularmente emocionante. Com as consequências económico-financeiras da pandemia como pano de fundo, os clubes ricos da Europa mostraram-se parcimoniosos nos gastos e os valores emergentes da Liga portuguesa não suscitaram o interesse de outras épocas. Daí que as mudanças nos principais emblemas não tenham sido significativas, surgindo João Mário como a mais apimentada, não pelas verbas envolvidas, mas em função da rivalidade subjacente.
Num contexto em que os quatro primeiros classificados de 2020/2021 mantiveram os treinadores, não são expectáveis grandes alterações na época que agora começa. Aliás, foi isso que ficou demonstrado na final da Supertaça, onde se viu, especialmente em relação aos campeões nacionais, uma sólida evolução na continuidade. Porém, com o regresso do público aos estádios, os leões devem preparar-se para alguma turbulência nas bancadas, a que foram poupados nos tempos da porta fechada. Ainda no sábado, em Aveiro, apesar dos sucessos desportivos sem precedentes na história verde e branca, viram-se adeptos com máscaras que diziam #Varandasout. Ou seja, há franjas radicais que permanecem ativas na contestação ao presidente e não deixarão de aproveitar todo e qualquer percalço para procurarem desestabilizar o clube.
Porém, onde a situação é mais instável é no Benfica, com eleições antecipadas previsivelmente para o fim de outubro e duelos europeus decisivos para a entrada na Champions à porta.
Rui Costa marcou pontos, ao mostrar não estar agarrado ao poder, quando garantiu eleições até ao fim do ano, e voltou a acertar no discurso na entrevista à TVI, onde basicamente disse, em relação a Luís Filipe Vieira, «amigos, amigos, negócios à parte», salvaguardando, aos olhos de sócios e adeptos, o primado do Benfica.
Depois de amanhã, em Moscovo, começará a definir-se o tom em que vão ser vividos os próximos tempos na casa encarnada. Ou seja, os destinos de Rui Costa e Jorge Jesus estão umbilicalmente ligados ao que acontecer, daqui em diante, dentro das quatro linhas…
PEDRO GONÇALVES
O Sporting encontrou mesmo, em Famalicão, um pote de ouro no fim do arco-íris. O A BOLA de Prata de 2020/2021 iniciou a temporada oficial com o golo da vitória leonina na Supertaça, num daqueles momentos que dá razão à definição que diz que «o futebol é poesia em movimento.» Escrita a três dedos…
AURIOL DONGMO
Por cinco centímetros Dongmo ficou fora de uma medalha olímpica no lançamento do peso (mas foi também por cinco centímetros que Nélson Évora chegou ao ouro em Pequim…). Para a história permanece o registo de uma grande prestação desta portuguesa que há quatro anos defende a nossa bandeira…
RÚBEN AMORIM
Qualquer dia gastam-se os adjetivos para qualificar a carreira fulgurante de Amorim, dividida entre Braga e Sporting. De facto, desde Mourinho - apesar de Villas-Boas e Marco Silva - que não se testemunhava uma entrada tão fulgurante de um treinador português, com pedalada para o mundo.