Kate Douglass bate recorde mundial e agradece... ao pilates
A natação mundial tem uma nova rainha da velocidade. A norte-americana Kate Douglass tornou-se na mulher mais rápida do planeta, na água, ao bater o recorde mundial dos 50 metros livres, que pertencia à sueca Sarah Sjostrom, numa prova das TYR Pro Swim Series, em Indianápolis.
Douglass, de 24 anos, registou 23,59 segundos, superando a anterior marca de 23,61 que Sjostrom havia estabelecido nos Mundiais de Fukuoka, a 29 de julho de 2023. O feito é ainda mais notável se considerarmos que o anterior recorde dos Estados Unidos, que Douglass partilhava com Gretchen Walsh, era de 23,91.
A prova em Indianápolis foi dominada por nadadoras da Universidade da Virgínia, onde as três treinam juntas. Gretchen Walsh terminou na segunda posição com 23,79 segundos, seguida por Anna Moesch, que alcançou a sua melhor marca pessoal com 24,20.
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— USA Swimming (@USASwimming) June 19, 2026
Este resultado coloca em xeque o domínio de Sarah Sjostrom, que detinha os sete melhores tempos da história na distância e 14 dos 20 melhores. A sueca, que foi mãe no ano passado, é multicampeã mundial, olímpica e europeia e pretende regressar à competição para defender os seus títulos.
🚨 RECORD DEL MONDO 🚨
— Eurosport IT (@Eurosport_IT) June 21, 2026
Kate Douglass ha stabilito alle Pro Swim Series di Indianapolis un nuovo record del mondo nei 50 metri stile libero femminili: 23.59 ⏱️
"È pazzesco. Credo di essere ancora sotto shock. Non so nemmeno cosa dire” 🎤#Nuoto #Record #Douglass pic.twitter.com/QQdakt5vPm
Curiosamente, o recorde surgiu num momento inesperado. Horas antes, Douglass tinha-se mostrado algo insatisfeita com os seus tempos nas provas de 200 metros bruços e 200 metros estilos, referindo que esta competição era apenas «para praticar».
Numa entrevista ao site especializado SwimSwam, a nadadora revelou um dos seus segredos para o sucesso: o pilates. Douglass explicou como o método a ajudou a superar uma lesão persistente no joelho.
«No ano passado, sentia uma dor no joelho durante a prova de bruços e lutei muito para a superar. Vi vários médicos, consultei vários fisioterapeutas, deixei de levar injeções de cortisona no joelho», contou.
A solução, segundo a própria, passou por uma prática que a ajuda a estabilizar o corpo e a prevenir futuras lesões. «Adoro fazer pilates e acho que para alguém flexível como eu, ajuda a estabilizar-me; e, à medida que for envelhecendo, previne lesões», concluiu a nova recordista mundial.