Joan ‘gigante’ Garcia leva Barça a ganhar o dérbi
MADRID — A enorme rivalidade entre as duas equipas de Barcelona esteve bem presente num dérbi intenso, muito bem disputado e que se resolveu nos últimos minutos a favor do Barça, que somou a sua nona vitória consecutiva e que dormiu a noite passada com sete pontos mais que o Real Madrid, que hoje joga contra o Bétis.
A Joan Garcia, guarda redes do Barça, sucedeu o mesmo que a Luis Figo na primeira vez que visitou o Nou Camp com o Real Madrid, depois de ter deixado o Barcelona. Não houve cabeça de porco no relvado, mas a receção foi extremamente hostil, com estrondosos assobios e insultos por parte dos adeptos, que não esquecem que, depois de ter estado nove anos no Espanhol, decidiu o Verão passado ir para o grande rival, um pecado que nunca será perdoado.
Mas, durante o desafio, Joan Garcia não se deixou influenciar por nada disso, frio, tranquilo mostrou o grande guardião que é que não tardará em ser o titular da seleção, antes do intervalo, teve duas grandes intervenções que salvaram a equipa, na primeira ganhou a Roberto e na segunda repeliu com a mão, de forma incrível, um remate de cabeça à queima roupa de Pere Milla.
Esses dois lances ilustram bem o que foi a primeira parte na que o Espanhol, bem organizado na defesa, solidário entre todas as suas linhas e rápido no contra-ataque, não teve problemas para, comodamente, controlar o jogo e ser superior ao apático Barcelona, que, apesar de ter em campo quatro avançados — Lamine Yamal, Ferrán, Rashford e Raphinha —, só teve o primeiro remate direto à baliza e sem qualquer perigo, na última jogada antes do intervalo.
Depois da mediocridade mostrada pela sua equipa, Hansi Flick estava obrigado a tomar decisões e a primeira foi deixar no balneário a Rashford e dar entrada a Fermín, uma mudança que fez melhorar o Barça, que, jogando com outra disposição, criou, nos minutos iniciais do segundo tempo, mais perigo no ataque que em toda a primeira parte, obrigando Dmitrovic a uma defesa de grande categoria para evitar o golo num remate de cabeça de Koundé.
Mas o Espanhol soube sacudir a pressão e, com velozes contra-ofensivas, criou situações de grande perigo, às quais respondeu Joan Garcia com intervenções incríveis, que evitaram o que parecia inevitável.
Na outra baliza, Dmitrovic também brilhou, defendendo um remate de Eric Garcia. Os dois guarda-redes, mas especialmente o do Barcelona, tornaram-se, de longe, as grandes figuras do encontro.
Nos últimos minutos as duas equipas, inconformadas com o empate, procuraram o tento da vitória e foi o Barça quem o conseguiu: Fermín viu no lado esquerdo Dani Olmo, que com um remate certeiro mandou a bola para o fundo da baliza.
Três minutos depois, de novo Fermín, protagonizou uma grande jogada que finalizou com um centro para a área, onde apareceu Lewandowski para fazer o segundo golo. Um final inesperado e demasiado cruel para o Espanhol que sempre deu a cara, foi superior em muitas fases da partida, mas que encontrou num antigo jogador seu, Joan Garcia, a grande barreira que acabou por ditar a sua derrota.