Há falta de Hjulmand no primeiro golo do Sporting? Análise de Pedro Henriques
4’ Por norma, os árbitros nos minutos iniciais dos jogos, evitam mostrarem cartões amarelos, procurando muitas vezes apenas advertir verbalmente os infratores. Contudo, há lances onde essa mesma gestão não é possível de ser feita, e foi o que aconteceu neste caso, com a entrada completamente fora de tempo de Maranhão sobre Diomande, já sem bola e que era passível de advertência.
38’ Diomande ficou-se a queixar de ter sofrido falta por parte de Maranhão antes do central leonino o pontapear, o que lhe valeu o cartão amarelo. Porém, ambos os jogadores usam os braços um sobre o outro, e nestas circunstâncias, os árbitros em ações mútuas nada assinalam, daí que o árbitro apenas tenha considerado a infração posterior, que foi claramente negligente e passível de advertência.
49’ Stjepanovic tem os dois braços bem atrás das costas e juntos ao corpo para evitar que o remate à queima de Morita, fosse intersetado, e daí resultasse num penálti. As repetições são claras, a bola vai ao ombro e um pouco de braço, mas sem a tal volumetria fora do plano do corpo, e um remate tão de perto e em cima, e a zona onde bateu, faz com que não tenha existido qualquer irregularidade.
52’ Sempre que há golo, o VAR recupera o lance desde que o arranque da jogada, que neste caso ocorreu quando Teguia perdeu o bola. Com as repetições ficou claro que não houve qualquer infração, rasteira, por parte, de Hjulmand ou de Maxi Araújo, os jogadores que estavam próximos. Primeiro golo dos leões foi, portanto, legal.
55’ As faltas táticas, que popularmente designamos por falta útil, é quando um jogador sem qualquer intenção de jogar a bola, apenas quer parar o jogador e a jogada, para destruir, por norma, transições e contra-ataques, e são passiveis de cartão amarelo. Foi, pois, o que aconteceu na falta de Rodrigo Alonso sobre Luis Suárez.
56’ Foram 112 centímetros que colocaram em jogo Geny Catamo quando a bola lhe foi passada por Francisco Trincão, naquele que acabou por resultar no segundo golo dos leões. Um golo legal, o segundo da partida, para os leões.
90’ O tempo extra concedido por Bruno Costa pela recuperação de tempo perdido, foram de três minutos, o que acabou por ser escasso para as incidências que ocorreram no segundo tempo. Recordar que houve três golos neste período, um cartão amarelo e seis paragens para substituições nas quais acabariam por entrar dez jogadores. O tempo correto face a estas paragens seria de seis minutos.