Thomas Partey - Foto: IMAGO

O governo do Gana solicitou uma revisão da decisão «prepotente e extremamente injusta» do Canadá de proibir a entrada do médio Thomas Partey no país, o que o impede de participar no jogo inaugural da seleção de Carlos Queiroz no Mundial, contra o Panamá.

Ao antigo jogador do Arsenal foi recusado o visto de entrada, falhando assim o encontro de quarta-feira em Toronto. A decisão das autoridades canadianas está relacionada com um processo criminal pendente no Reino Unido, apesar de não existir qualquer condenação.

Partey, de 32 anos, declarou-se inocente de sete acusações de violação e uma de agressão sexual, alegadamente feitas por quatro mulheres diferentes, entre 2020 e 2022. O julgamento está previsto para o próximo ano.

Num comunicado, o governo ganês afirmou estar a encetar «diligências diplomáticas ativas» junto das autoridades canadianas na esperança de reverter a situação, sublinhando que irá «explorar e recorrer a todas as vias disponíveis para garantir uma consideração plena e justa de todas as questões factuais».

«O governo do Gana reafirma o princípio jurídico fundamental da presunção de inocência, uma pedra angular da justiça», pode ler-se na mesma nota.

As regras de imigração publicadas no site do governo canadiano indicam que qualquer pessoa, «se cometeu ou foi condenado por um crime», não terá a entrada no país autorizada.

Antes do torneio, Carlos Queiroz afirmou não ter tido quaisquer dúvidas em convocar Partey. O médio, que se transferiu para o Arsenal em 2020, juntou-se ao Villarreal em agosto, após ter sido dispensado no final da época 2024-25.

Apesar de falhar a estreia, Partey poderá alinhar nos restantes jogos da fase de grupos, contra a Inglaterra, a 23 de junho, e frente à Croácia, a 27 de junho, ambos nos Estados Unidos, país para o qual obteve visto. Caso o Gana se qualifique como segundo classificado do Grupo L, regressará ao Canadá para disputar os 16 avos de final.

A iniciar sessão com Google...