Os preços dos combustíveis sofrem novas alterações
Os preços dos combustíveis sofrem novas alterações

As previsões para a semana de 5 a 11 de outubro apontam para uma nova trajetória de descida nos preços dos combustíveis em Portugal. O gasóleo deverá registar uma redução de 3 cêntimos por litro, enquanto a gasolina terá uma quebra ainda mais acentuada, descendo 3,5 cêntimos.

De acordo com os dados da Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG), o preço médio do gasóleo fixava-se nos 2,18 euros por litro, nesta sexta-feira, ao passo que a gasolina se encontrava nos 2,096 euros. A confirmarem-se as estimativas para o novo período, os condutores passarão a pagar, em média, 2,15 euros por litro de gasóleo e 2,061 euros por litro de gasolina.

Estes valores médios têm como referência as cotações das matérias-primas no fecho dos mercados da última quinta-feira. Contudo, eventuais oscilações no crude e nos combustíveis até ao término de sexta-feira poderão ditar ajustes ligeiros face ao previsto. Importa igualmente salientar que, tratando-se de um mercado liberalizado, os valores finais praticados podem oscilar consoante o posto de abastecimento.

O panorama internacional continua a ser fortemente condicionado pelo conflito militar no Médio Oriente, envolvendo os EUA, Israel e o Irão. O consequente bloqueio do Estreito de Ormuz — rota estratégica por onde circula 20% do comércio global de petróleo e gás natural — tem provocado perturbações severas no mercado dos combustíveis.

Para atenuar o impacto deste cenário, o Governo estabeleceu a aplicação de um corte extraordinário e temporário no ISP sempre que ocorram subidas superiores a 10 cêntimos, mecanismo que tem efeito cumulativo semanal. Segundo as projeções do Conselho das Finanças Públicas, esta medida deverá traduzir-se numa perda de 777 milhões de euros de receita fiscal para os cofres do Estado.

Em paralelo, o executivo liderado por Luís Montenegro adotou medidas complementares, como a libertação de até 10% das reservas estratégicas nacionais de combustível, integrada numa iniciativa conjunta com os países da Agência Internacional de Energia. Foi ainda instituída a Contribuição de Solidariedade Temporária sobre o Setor Petrolífero, que prevê uma tributação de 33% sobre os lucros extraordinários das empresas dedicadas à refinação e ao setor do petróleo bruto.

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