Adicione A BOLA às suas preferências do Google

Lisboa acordou com cartazes de apoio a Ronaldo e ataque a Jesus

Mensagens de agradecimento ao capitão e duras críticas ao selecionador foram afixadas em pontos estratégicos da capital e junto à Cidade do Futebol

A onda de choque provocada pela rutura entre Cristiano Ronaldo e a Seleção Nacional no estágio de Copenhaga transbordou de forma ruidosa para as ruas da capital portuguesa. Na manhã desta sexta-feira, a Grande Lisboa acordou crivada por três cartazes de grandes dimensões em locais de elevada visibilidade, expondo o descontentamento e a divisão que o caso gerou entre os adeptos.

As mensagens combinam uma manifestação inequívoca de gratidão ao capitão e um ataque direto à conduta do selecionador Jorge Jesus.

Galeria de imagens 6 Fotos

As estruturas foram estrategicamente posicionadas em eixos rodoviários e locais de forte simbologia desportiva e institucional. Dois dos cartazes surgiram ao longo da 2.ª Circular — um deles localizado nas imediações do Aeroporto Humberto Delgado e outro situado nas imediações do Estádio da Luz, no sentido Benfica-Aeroporto.

A terceira estrutura de grande formato foi erguida junto à Cidade do Futebol, em Caxias, a casa da Federação Portuguesa de Futebol e o centro nevrálgico da Seleção Nacional.

O cartaz colocado junto ao complexo federativo acabou, no entanto, por ter uma vida curta. Poucas horas após ter sido detetado, e perante a moldura humana e de órgãos de comunicação social que aí se começou a formar, o suporte publicitário foi prontamente removido pelos serviços da Câmara Municipal de Oeiras, que alegaram a ausência de licenciamento.

Apesar da remoção célere em Oeiras, o conteúdo das tarjas rapidamente inundou as redes sociais, tornando-se o tema dominante do debate público. O texto inscrito nas estruturas apresenta uma divisão clara entre a homenagem ao legado do avançado e a contestação feroz à liderança tática e humana de Jorge Jesus.

«Obrigado, Cristiano Ronaldo, por tudo o que fizeste por Portugal, obrigado capitão!», lê-se no texto em letras maiores.

«Jorge Jesus não esteve à altura: falta de sensibilidade na gestão do ativo CR7, tratar de forma errada um capitão e ego inflamado», é possível ler também.

A aparição destas estruturas surge como reflexo direto dos acontecimentos de Copenhaga, onde a decisão do técnico em relegar Ronaldo para o banco de suplentes frente à Dinamarca — confirmando a titularidade de Gonçalo Ramos — culminou no abandono precipitado do capitão do estágio nacional e na sua viagem imediata para Madrid, ainda de equipamento de treino vestido.

O episódio adensa a pressão sobre o selecionador nacional e sobre a própria Federação Portuguesa de Futebol, demonstrando que o corte com o mais internacional dos jogadores portugueses ultrapassou a esfera técnica do balneário. Entre a indignação expressa nas artérias de Lisboa e o ambiente de contestação que o técnico já havia enfrentado na Dinamarca, a margem de manobra de Jorge Jesus na condução do balneário e na relação com os adeptos começa logo com elevado desgaste, numa altura em que a equipa das quinas ainda procura digerir o impacto desportivo e institucional da saída de Cristiano Ronaldo.

A iniciar sessão com Google...