Seleção perde quase dois milhões de seguidores e Jorge Jesus também soma baixas
A vitória de Portugal na Dinamarca por 4-2, em jogo a contar para a Liga das Nações, foi, para muitos, eclipsada pelo abalo sísmico que se fez sentir no universo digital. A rutura entre Cristiano Ronaldo e a Seleção Nacional — desencadeada no estágio de Copenhaga após a decisão de Jorge Jesus em relegar o capitão para o banco de suplentes — traduziu-se numa sangria sem precedentes de adeptos nas redes sociais oficiais da Federação Portuguesa de Futebol e na página pessoal do próprio selecionador.
No total, as plataformas da equipa das quinas já registaram a perda de quase dois milhões de seguidores desde o início do conflito. O pico do desinvestimento digital ocorreu precisamente esta quinta-feira, dia do encontro frente aos dinamarqueses: numa questão de 24 horas, cerca de um milhão de utilizadores decidiu deixar de acompanhar os canais oficiais da Seleção, transformando um dia de triunfo desportivo num pesadelo de gestão de imagem e reputação.
O impacto da polémica não poupou também o líder da equipa técnica. Jorge Jesus sentiu na primeira pessoa a onda de contestação dos adeptos de Ronaldo, somando uma quebra a roçar os 100 mil seguidores nas suas plataformas pessoais.
O fenómeno ilustra a dimensão do divórcio entre uma grande franja de adeptos e a estrutura liderada pelo técnico, que já tinha sido alvo de apupos à saída do hotel e após entrevista rápido já no Estádio Parken.
Em sentido oposto, a marca pessoal de Cristiano Ronaldo continua imune ao desgaste e a demonstrar a sua força planetária. Apesar da saída conturbada de Copenhaga e do regresso precipitado a Madrid, o capitão português apresentou um saldo substancialmente positivo no número de seguidores, reforçando o seu estatuto de figura mais influente do desporto mundial e evidenciando a transferência direta de fidelidade por parte de milhões de fãs, que optaram por apoiar o jogador em detrimento da estrutura federativa.