Jonas Vingegaard venceu a edição de 2026 do Giro
Jonas Vingegaard venceu a edição de 2026 do Giro

Giro de Itália 2027: revelado percurso com regresso do temível Zoncolan

O Giro 2027 decorrerá entre 8 e 30 de maio com o início em Trieste e a consagração final em Roma, num total de 3418 quilómetros e 50.250 metros de desnível positivo acumulado ao longo de 21 etapas

O traçado da 110.ª edição da Volta a Itália foi apresentado esta terça-feira em Roma e será, como é tradicional na prova, muito montanhoso e com algumas subidas célebres na história da corsa rosa, como o Monte Zoncolan, o Mortirolo ou o Passo di Gavia. O Giro 2027 está agendado entre 8 e 30 de maio com o início em Trieste e a consagração final em Roma, num total de 3418 quilómetros e 50.250 metros de desnível positivo acumulado ao longo de 21 etapas.

O percurso delineado pela RCS Sport integra dois contrarrelógios, oito chegadas em alto, cinco tiradas propícias a serem decididas ao sprint e sete finais seletivos (subidas que podem fazer diferenças). 

Percuso da Volta a Itália 2027

«Queríamos criar um percurso do Giro para ciclistas a sério, com subidas icónicas, com subidas lendárias», sublinhou o diretor do Giro, Luca Guercilena, acrescentando: «Algumas etapas passam pelas mesmas subidas ou pelos mesmos pontos, para ajudar as pessoas a verem a corrida com mais frequência e torná-la mais divertida.»

Após a vitória dominadora de Jonas Vingegaard (Visma | Lease a Bike) na edição de 2026, resta saber se o ciclista dinamarquês regressará para defender a maglia rosa ou se a presença de dois contrarrelógios seduzirá outros candidatos às grandes Voltas, como Remco Evenepoel ou Paul Seixas.

A região de Friuli-Venezia Giulia garantiu o arranque da prova após um acordo a rondar os 10 milhões de euros com a RCS Sport, o qual inclui uma etapa de montanha no emblemático Zoncolan. Os custos da partida foram partilhados com a vizinha Eslovénia, contemplando uma passagem no país vizinho logo no primeiro dia e uma segunda etapa entre a capital Ljubljana e Koper. 

O primeiro grande teste para os candidatos à classificação geral surge na quinta jornada, com partida em Filottrano, terra natal de Michele Scarponi, e chegada a Sassotetto (13,1 km a 7,4%), somando 3.300 metros de acumulado em 139 quilómetros.

A sétima etapa marca o regresso da crono-escalada ao Giro: um contrarrelógio de montanha com 19,6 quilómetros entre o planalto de Sulmona e a estância de esqui de Campo di Giove. Com uma inclinação média próxima dos 4,4% e rampas máximas de 9%, o perfil favorece especialistas como Evenepoel face a trepadores puros como Vingegaard.

A primeira semana encerra com uma chegada em alto ao Monte Livata, sobranceiro a Roma, numa ascensão de 13,9 quilómetros com os primeiros três quilómetros a 10% de inclinação.

Na segunda semana, a 12.ª etapa culmina em Zum Zeri (8,4 km a 8,7%, com os últimos 2,4 km acima dos 10%) e duas tiradas depois (14.ª), o segundo contrarrelógio, este com perfil plano, de 37,3 quilómetros, a ligar Monza ao centro de Milão.

A terceira e decisiva semana da Volta a Itália de 2027 promete fortes emoções na luta pela classificação geral, trazendo de volta subidas míticas como o Passo del Mortirolo, Madonna di Campiglio e o temível Monte Zoncolan, antes da consagração final na capital italiana, num circuito urbano desenhado em redor do Coliseu e do Circo Massimo.

A iniciar sessão com Google...