Saída de Paulo Fonseca para o Sporting causa polémica em França: «Dá-me nojo»
A saída de Paulo Fonseca do comando técnico do Lyon para assumir o Sporting, sucedendo a Rui Borges, continua a gerar fortes reações em França. No programa Rothen s’enflamme, da RMC, o antigo internacional francês e campeão do mundo em 1998, Christophe Dugarry, mostrou-se profundamente revoltado com a decisão do treinador português, que no passado domingo não conteve as lágrimas após o triunfo por 2-0 frente ao Angers, em jogo da Ligue 1.
«Acho isto terrível para o futebol em geral. A mim, na verdade, dá-me nojo», disparou Dugarry. «Durante muito tempo dissemos que os jogadores eram mercenários e só pensavam no dinheiro. Agora são os treinadores. A equipa foi construída para ti. Estás a oito meses do fim... Não podes terminar a época? Não compreendo a ideia. Tens jovens que precisam de ti para evoluir. O que é um treinador? É alguém que leva um grupo à maturidade, faz os jogadores progredirem e fica feliz por encontrá-los todos os dias no treino. Há uma partilha, uma paixão. Um treinador é um líder, um guru, um profeta, alguém marcante numa carreira e num clube. É diferente de um jogador», vincou.
O antigo avançado não poupou nas críticas à postura do técnico: «Estou chocado. Certamente teremos de nos habituar, mas é terrível para o futebol e para os adeptos do Lyon. Não é correto por parte de Paulo Fonseca. Incomoda-me totalmente. Ele podia ter ficado. Não acredito minimamente nas suas lágrimas de crocodilo, porque quem fica tão triste assim, permanece. Ninguém o pôs na rua.»
Dugarry recordou ainda o apoio concedido pela estrutura do emblema francês durante um período conturbado: «Foste suspenso por seis meses por algo mais do que no limite, o clube continuou a apoiar-te enquanto estavas nas bancadas, tudo correu bem e todos arregaçaram as mangas. Mostraste vontade de te dedicar e agora vê-se que tudo isso era falso. Tudo é fingido e este futebol está a tornar-se completamente falso.»
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