Eliska Babickova, 'ex' de Kimi Antonelli
Eliska Babickova, 'ex' de Kimi Antonelli

Fórmula 1: o que (ainda) não sabe sobre o mais jovem campeão do Mundo de sempre

Consagrado no México com apenas 20 anos, Kimi Antonelli bateu a marca histórica de Vettel. Do fim de namoro com a piloto Eliska Babickova à mesada rigorosa da mãe, passando pela recusa do dorsal 1 por devoção a Senna: conheça os bastidores da vida do novo campeão da Mercedes

A história do desporto motorizado conheceu um novo marco no Autódromo Hermanos Rodríguez. Com 20 anos, 2 meses e 7 dias, Andrea Kimi Antonelli sagrou-se campeão mundial de Fórmula 1 pela Mercedes, quebrando o recorde de precocidade que pertencia a Sebastian Vettel desde 2010.

Apesar da velocidade em pista e do peso de herdar o lugar de Lewis Hamilton, o prodígio de Bolonha guarda um lado pessoal cheio de contrastes, superações e hábitos pouco comuns para uma estrela global.

Fique a conhecer os episódios mais marcantes da vida do novo rei da grelha:

Desgosto amoroso a dias da estreia: a rutura com Eliska Babickova

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O ano de sonho em pista começou com um rude golpe na vida pessoal. Pouco mais de uma semana antes do arranque oficial da temporada, em fevereiro, Antonelli viu chegar ao fim a relação de mais de dois anos com a piloto checa Eliska Babickova — nome histórico do karting, tendo sido a primeira mulher a vencer o campeonato italiano da classe OK.

A jovem recorreu às redes para oficializar o término e afastar rumores de traição: «Fui eu quem terminou a relação, porque senti que já não estávamos alinhados na vida pessoal e no que queríamos para o futuro. Os nossos valores no final tornaram-se muito diferentes, mas não houve drama nem terceiras pessoas envolvidas.» Antonelli acusou o toque fora dos circuitos, mas canalizou o impacto emocional diretamente para os simuladores e o foco competitivo na Mercedes.

Campeão do Mundo... com mesada fixa da mãe

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Mesmo com um contrato milionário e o troféu de campeão nas mãos, o piloto italiano não tem rédea solta nas contas bancárias. A gestão financeira da casa continua sob alçada rigorosa da mãe, Veronica. «Ele tem um orçamento mensal estrito ao qual tem de se cingir. Quando vai de férias, sabe exatamente o teto que não pode ultrapassar», revelou. O pai, Marco, sublinha a postura desprendida do filho: «Nunca teve a cabeça nas nuvens. Para se ter uma ideia, ele ainda recebe mesada.»

Ao volante aos 12 meses e embalado ao som de motores

A ligação às pistas começou literalmente no berço. A mãe recorda que, para o fazer dormir quando era recém-nascido, passeava com o carrinho de bebé no paddock atrás dos carros de corrida a acelerar, encontrando no barulho ensurdecedor dos motores o único método para o acalmar. Aos 12 meses, o pai sentou-o pela primeira vez num kart: Marco acelerava e travava, enquanto as mãos do bebé seguravam o volante. Aos 10 anos, Antonelli já rodava em pista fechada com um Lamborghini Super Trofeo.

O pai tentou travá-lo: a dor por trás da exigência

Marco Antonelli, antigo piloto de turismos e GT, começou por tentar afastar o filho do automobilismo, conhecendo por dentro a ingratidão do meio. A relação nas pistas foi, por vezes, marcada por enorme dureza. No documentário «The Seat», quando Kimi o questionou sobre a severidade com que o tratava na infância, o pai foi desarmante: «Eu não consegui atingir todo o meu potencial na carreira. Fui exigente e gritei contigo porque queria puxar de ti mais do que achavas ser capaz de dar.»

Kimi Antonelli e Toto Wolff - foto: IMAGO

Festa sem álcool e o empurrão de Toto Wolff

Num paddock onde o champanhe e as noitadas são imagem de marca, Antonelli mantém-se abstémio convicto. Não consome qualquer tipo de bebida alcoólica, detalhe que provocou gargalhadas nas boxes após a confirmação do título no México. «Ele não bebe álcool, mas está na hora de crescer e provar a primeira tequila», brincou o diretor da Mercedes, Toto Wolff, o homem que o descobriu nas categorias de formação e bancou a sua promoção imediata sem passagens por equipas satélite.

A nova musa de Antonelli:

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O número 1 fica na gaveta: fobia ao azar e devoção a Senna

Por direito de campeão, Antonelli tem a prerrogativa de ostentar o número 1 no monolugar na próxima época. Contudo, o italiano já anunciou que vai abdicar do dorsal reservado ao vencedor para manter o seu tradicional #12.

A justificação combina superstição pura e idolatria de infância: «Sempre que corri com o número 1 correu-me muito mal», admitiu o piloto. Além disso, o número 12 é uma homenagem confessa a Ayrton Senna, que competiu com esse número na Lotus e na McLaren antes de erguer o seu primeiro cetro em 1988 — replicando a escolha de Lewis Hamilton, que sempre preferiu competir com o #44.

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