Gil Vicente: três galos para um poleiro
A saída de Pablo para o West Ham, no mercado de inverno, deixou uma lacuna evidente no ataque do Gil Vicente. Com 10 golos apontados em 13 jornadas da Liga, o avançado brasileiro era uma das principais referências ofensivas da equipa orientada por César Peixoto, que viu partir não só um finalizador eficaz, mas também uma peça determinante na dinâmica ofensiva.
Perante a necessidade de encontrar soluções internas e externas, a estrutura gilista reforçou as opções disponíveis. Aos já existentes Gustavo Varela e Carlos Eduardo juntou-se, em janeiro, Héctor Hernández, proveniente do Corinthians, ampliando o leque de alternativas para o setor mais adiantado.
O reforço espanhol deixou boas indicações na estreia, em Moreira de Cónegos. Lançado aos 74 minutos, precisou de pouco tempo para se apresentar aos adeptos com um golo decisivo, garantindo o triunfo por 2-1 no dérbi minhoto frente ao Moreirense. Um cartão de visita que reforça a candidatura a um lugar no onze.
Também Gustavo Varela atravessa um momento positivo. Embora tenha ficado em branco na última jornada, o jovem avançado tinha sido decisivo na goleada por 5-0 diante do Famalicão, encontro em que bisou e foi distinguido como homem do jogo.
Já Carlos Eduardo procura consolidar ritmo competitivo após um período afastado por lesão. O avançado foi autor do golo do empate frente ao Sporting, na última jornada da primeira volta, e tem sido aposta inicial nas partidas mais recentes, frente a Famalicão e Moreirense, sinal de confiança por parte da equipa técnica.
Com três soluções em bom momento, a decisão para o duelo frente ao SC Braga, agendado para sábado às 20h30, transforma-se numa «dor de cabeça» interessante para César Peixoto.