Friburgo-SC Braga: «Temos confiança que podemos dar a volta em nossa casa»
FRIBURGO — O momento não é apenas especial para o SC Braga, é também para o Friburgo, que espreita a primeira presença numa final europeia da sua história. A importância do jogo desta quinta-feira ficou bem patente nas perguntas dos jornalistas alemães ao técnico Julian Schuster e ao central Matthias Ginter. E as respostas evidenciaram o cuidado em «não fazer o jogo maior do que o que é», como deu conta o técnico, que não quer que a euforia que reina entre os adeptos seja demasiada areia para o camião dos seus jogadores.
-— O SC Braga é mais favorito pela vantagem que trouxe?
— Primeiro que tudo, as duas equipas têm possibilidades de ganharem este segundo jogo e chegarem à final. Depois do primeiro jogo o SC Braga está em melhor posição com a vitória, mas temos confiança, para mais em casa, que podemos dar a volta. Fizemos jogos muito positivos nos últimos jogos e isso vai ajudar-nos amanhã [esta quinta-feira].
Podem tornar o jogo tão grande quanto quiserem, está a unir a cidade inteira, é a força do futebol, de Friburgo.
— Espera que o SC Braga tenha aproximação diferente ao jogo?
— Olhando para os últimos jogos, normalmente têm o mesmo plano, acho que será um misto, vão ter o plano normal de jogo, mas claro que esta pequena vantagem pode mudar algumas coisas. Para nós o que é importante é saber que o SC Braga tem qualidade, qualidade de posse de bola, temos de aceitar isso, mas nos últimos jogos tivemos muitos momentos positivos, isso ajuda o ambiente no estádio, sobretudo numa meia-final. Temos de estar preparados quando o SC Braga tiver a bola e criar oportunidades, e temos de criar as nossas chances.
— Os adeptos estão eufóricos, é o jogo mais importante da história do clube, como estão a lidar com essa pressão?
— Claro que na rua os adeptos falam connosco, pedem bilhetes, nada de especial, o normal, mas continuamos com o nosso dia a dia e os adeptos, claro, podem tornar o jogo tão grande quanto quiserem, está a unir a cidade inteira, é a força do futebol, de Friburgo.
Apesar de não atravessar bom momento, num ciclo de três derrotas e um empate, o Friburgo agarra-se à fortaleza que o Europa-Park tem sido nesta campanha na Liga Europa: seis jogos, seis vitórias. E Julian Schuster não precisou de gastar muitas palavras junto do balneário.
«De momento não é preciso escavar muito fundo para chegar aos jogadores, estamos muito focados, extremamente focados, hoje [esta quarta-feira] já lhes disse bastante e logo à noite podem fazer o que é importante para eles. Há limites naturais, não precisam do treinador para poder adormecer à noite. Os jogadores falam muito uns com os outros», atirou Schuster.
FAZER O «HUMANAMENTE POSSÍVEL»
O experiente Matthias Ginter, 32 anos, foi o porta-voz do plantel germânico. Reconheceu a importância do jogo, sem o querer colocar, todavia, como o duelo da carreira, e vincou as forças dos guerreiros do Minho, que o Friburgo terá de contraria.
Todos sabem que é o maior jogo da história, não faz sentido irmos para casa agora
«Quem está numa meia-final fará tudo o que é humanamente possível para chegar à final. As pessoas que trabalham no clube há muitos anos, os jogadores, os adeptos, todos na cidade... espero que todos tenham esse sentimento de querer ganhar um título, todos sabem que é o maior jogo da história, não faz sentido irmos para casa agora», sublinhou.
«É mais fácil dizer do que fazer, é preciso não pensar demasiado, pode inibir-nos. Como disse o treinador, temos de fazer bem as coisas, ter energia desde o início, vai haver energia no estádio, temos de investir, com velocidade, não pensar demasiado e simplesmente jogar futebol», receitou, ciente que o SC Braga não é de se render a ambientes hostis, como demonstrou em Sevilha.
«Uma das forças do SC Braga é que nunca deixa de acreditar, no jogo com o Betis, a perderem por 0-2, depois sofrem o 0-3, anulado por fora de jogo e tudo muda. Há pequenos momentos em que há que lutar e acreditar e o SC Braga tem essa experiência, mas nós também temos, sobretudo em casa, com os nossos adeptos. Precisamos deles amanhã [esta quinta-feira] para esta luta, para agarrarmos este momento», apelou.