Gianni Infantino, presidente da FIFA
Gianni Infantino, presidente da FIFA

Federação norueguesa exige demissão de Infantino da presidência da FIFA

Lise Klaveness, líder do organismo, sublinha a total perda de confiança institucional no dirigente ítalo-suíço

A Federação Norueguesa de Futebol (NFF) vai exigir a demissão do presidente da FIFA, Gianni Infantino, uma decisão anunciada pela líder do organismo, Lise Klaveness, que sublinha a total perda de confiança institucional no dirigente ítalo-suíço.

«Vamos pedir a demissão do presidente da FIFA agora», declarou Klaveness, na sequência de uma reunião dos órgãos dirigentes da federação norueguesa. A reunião teve como ponto central a discussão sobre o futuro de Infantino, que tem sido alvo de críticas crescentes.

Lise Klaveness, uma conhecida crítica do atual presidente da FIFA, argumenta que Infantino «não possui a confiança institucional necessária para liderar a FIFA de forma estável no período atual», afirmando que «não há retorno» para o dirigente.

A contestação global ao líder do organismo que rege o futebol mundial intensificou-se após a rejeição de um polémico projeto de comercialização parcial dos direitos da FIFA. Na passada sexta-feira, a FIFA abandonou o projeto FIFA Forward Enterprise (FFE), poucos dias após a sua apresentação, devido à forte oposição de várias confederações, incluindo a UEFA, e de diversas figuras do futebol e da política.

O plano em causa previa a criação de uma subsidiária, a FFE, para gerir os ativos comerciais e eventos da FIFA, como o Campeonato do Mundo, e contemplava a venda de 20% do seu capital a investidores privados.

Recorde-se que a NFF já se tinha oposto a Infantino no passado, denunciando o que considerou serem intervenções externas, como a de Donald Trump no caso Balogun relacionado com o Mundial 2026, e criticando decisões vistas como politicamente motivadas, como a atribuição do Prémio da Paz ao presidente norte-americano.

Apesar da crescente oposição, Gianni Infantino é, até ao momento, o único candidato declarado às eleições presidenciais da FIFA, agendadas para março do próximo ano. Para garantir um novo mandato, necessita de obter a maioria dos votos das 211 federações-membro.

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