Brasil: árbitro empunha arma de fogo em jogo de futsal infantil
Um árbitro sacou uma arma de fogo durante um jogo de futsal do escalão de sub-12, em Campo Grande, no Brasil, após uma acesa discussão com o público.
O incidente, que ocorreu no sábado durante a Copa ABC de futsal, no Ginásio do Colégio ABC, foi registado em vídeo e levou à abertura de um pocesso na polícia.
ÁRBITRO SACA ARMA DE FOGO EM JOGO DE CRIANÇAS
— 𝓙𝓾𝓵𝓲𝓪𝓷𝓪✨🪐 (@sementedluz) September 27, 2026
Uma partida de futsal sub-12, em Campo Grande (MS), terminou em confusão e com um árbitro sacando uma arma de fogo dentro da quadra.
O caso aconteceu neste sábado (26), durante a Copa ABC de Futsal, no ginásio do Colégio ABC. A… pic.twitter.com/jCovPe8OQZ
As imagens da transmissão do Campo Grande News mostram uma confusão à entrada do pavilhão envolvendo os árbitros, vestidos de laranja. Vê-se o árbitro em questão a correr para o balneário e a regressar empunhando uma arma, sendo de imediato contido por outro elemento da equipa de arbitragem.
Existem versões contraditórias sobre o que gerou a confusão, relata o Globoesporte. Segundo o relato de testemunhas na numa esquadra de apoio comunitário (Depac), tudo começou com críticas do público à arbitragem após a marcação de um penálti. As testemunhas garantem que não houve ofensas pessoais, mas que o árbitro reagiu com insultos dirigidos aos pais das crianças, desafiando-os para confronto físico.
De acordo com este registo, o árbitro sacou a arma perto dos jovens atletas, o que levou várias pessoas a abandonar o local em pânico. Um dos pais conseguiu imobilizá-lo. As testemunhas afirmaram ainda que, apesar de a Polícia Militar ter sido chamada, não foram ouvidas no local, motivo pelo qual se dirigiram posteriormente à esquadra para formalizar a queixa.
Por sua vez, a Polícia Militar de Mato Grosso do Sul apresentou uma versão diferente. Em nota, a corporação informou que o árbitro, um polícia militar na reserva, alegou ter sido alvo de insultos racistas, nomeadamente ter sido chamado de «preto safado». Segundo esta versão, o árbitro só teria sacado a arma após um dos pais o ter ameaçado, levando a mão à cintura como se fosse retirar uma arma.