FC Porto-Sporting: «Ausência de bolas» nos descontos e oferta de camisolas no relatório de Luís Godinho
A Federação Portuguesa de Futebol (FPF) publicou, esta segunda-feira, os relatórios de arbitragem referentes aos jogos da 21.ª jornada do campeonato. Entre a documentação divulgada, o destaque recai inevitavelmente sobre o relatório de Luís Godinho, juiz do polémico clássico entre FC Porto e Sporting (1-1), que motivou a abertura de um processo disciplinar aos dragões.
O documento oficial confirma os factos que levaram o Conselho de Disciplina a investigar as ações dos apanha-bolas na reta final da partida no Estádio do Dragão. Na secção referente à «organização», Luís Godinho foi perentório ao assinalar o desaparecimento das bolas nos momentos decisivos do encontro.
«Após o minuto 93 verificou-se a ausência de bolas nos sinalizadores das mesmas», escreveu o árbitro da Associação de Futebol de Évora, validando as queixas sobre a quebra de ritmo nos instantes finais.
O relatório detalha ainda a interrupção ocorrida na primeira parte, especificamente entre os minutos 32 e 36. Segundo o juiz, o jogo esteve parado devido ao «uso de pirotecnia» e ao «fumo denso» provocado pela claque do FC Porto, situada na Bancada Sul (setor 8), que impossibilitou a visibilidade no terreno de jogo.
O final do encontro ficou também marcado por ânimos exaltados junto às áreas técnicas, resultando em duas expulsões aos 90'+10'. Do lado dos azuis e brancos, o treinador-adjunto Lino Godinho recebeu ordem de expulsão. O árbitro explica que o técnico «saiu deliberadamente da área técnica para agir de forma provocatória ou inflamatória para com elementos da equipa adversária».
Pelos leões, o elemento do staff Fernando Morato [Fernando Alves no relatório oficial] teve igual destino e sob a mesma justificação, tendo o árbitro notado que este «saiu deliberadamente da área técnica para agir de forma provocatória ou inflamatória para com elementos do banco adversário».
A fechar o relatório, na secção de «outros», Luís Godinho registou uma oferta por parte do clube da casa. Foi «ofertada a cada elemento da equipa de arbitragem uma camisola do FC Porto» no final do jogo, lê-se no documento.
Recorde-se que, na sequência destes eventos, o FC Porto foi alvo de um processo disciplinar por parte do CD para apurar responsabilidades e queixas do Sporting, nomeadamente no que toca à conduta dos apanha-bolas.
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