Iván Jaime, médio-ofensivo que o FC Porto emprestou ao CF Montréal - Foto: IMAGO
Iván Jaime, médio-ofensivo que o FC Porto emprestou ao CF Montréal - Foto: IMAGO

FC Porto: dois jogos que decidem o futuro de Iván Jaime... e um eventual encaixe

Utilização do médio-ofensivo nas próximas duas partidas da MLS, ao serviço do CF Montréal, decide ativação, ou não, da opção de compra. Clube canadiano pode jogar com os minutos do espanhol (cenário mais provável...) e tentar forçar uma renegociação

A hipótese de o CF Montréal ser obrigado a ativar a opção de compra por 80% do passe de Iván Jaime, garantindo um encaixe imediato ao FC Porto, ainda está de pé, mas não se adivinha de fácil concretização, uma vez que o emblema canadiano pode jogar com a utilização do médio-ofensivo nas próximas duas partidas da MLS.

Passamos a explicar: para que a opção seja automaticamente acionada, o espanhol terá de disputar 60% dos jogos (contam aqueles em que fez mais de 45 minutos) do período de empréstimo, iniciado em agosto. Nesta fase, preenche esse requisito em 12 dos 20 desafios que o Montréal realizou e a taxa de utilização está, precisamente, em 60%. Contudo, olhando para a gestão que tem sido feita do jogador, não se perspetiva que o criativo faça mais de 45' em ambos os encontros que restam aos canadianos antes do término da cedência (30 de junho).

Do ponto de vista financeiro, a SAD do FC Porto já garantiu 250 mil euros pela cedência, mais um prémio de 50 mil euros ligado ao primeiro bloco de 10 jogos, mas tudo o resto deixará de estar escrito nas cláusulas e passa a depender da vontade das partes. Se Iván Jaime não atingir a meta e o Montréal quiser mantê-lo, já não estará amarrado à obrigação automática de pagar 5,5 milhões de euros e pode tentar renegociar o valor do jogador em baixa, usando a lesão sofrida em fevereiro, o tempo de utilização e o peso do salário como argumentos na mesa das conversas

Iván mantém um vínculo válido até junho de 2028 com o FC Porto e continua a representar um ativo com peso de investimento e de folha salarial, depois de os dragões terem pago cerca de 10 milhões de euros ao Famalicão pela sua contratação e de o espanhol ter somado 44 jogos, cinco golos e duas assistências com a camisola azul e branca antes de ser emprestado. Sem encaixe garantido pelo acordo com o Montréal, o clube fica dependente do mercado para tentar recuperar parte do montante aplicado no espanhol, seja através de uma eventual proposta dos canadianos, seja de outras soluções que possam surgir para um jogador ainda em plena idade competitiva.

Falando em folha salarial, o médio pesa também no bolso do clube canadiano. Segundo dados públicos da MLS, Iván Jaime surge como o atleta mais bem pago do plantel do Montréal, com um salário base na ordem de 1,92 milhões de dólares e uma remuneração garantida que sobe para cerca de 2,11 milhões. Em termos de produção em campo, as constantes substituições nos jogos, com a perceção de que o Montréal estará a jogar com os objetivos traçados no acordo com o FC Porto, ajuda a explicar a frustração que o espanhol não tem escondido no relvado.

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