Caem recordes do mundo em Paris e na Califórnia
A completar a prova em 26,56 segundos, a italiana Sara Curtis, de 19 anos, bateu o recorde mundial dos 50 metros costas pela segunda vez em dois dias, ao conquistar a medalha de ouro no 38.º Europeu Paris-2026.
Este novo tempo superou a sua própria marca de 26,63s, estabelecida na meia-final, melhorando o registo anterior em 0,07 segundos. Com este feito, Curtis havia destronado o recorde que pertencia à australiana Kaylee McKeown, pentacampeã olímpica, que em 2023 nadara a distância em 26,86s na Taça do Mundo em Budapeste.
A semana tem sido histórica para a atleta nascida em Savigliano, filha de mãe nigeriana e pai italiano, que se tornou na primeira negra a deter um recorde mundial individual em piscina longa. Na final de quinta-feira, a francesa Mary-Ambre Moluh ficou com a medalha de prata, terminando meio segundo atrás de Curtis, enquanto a britânica Lauren Cox arrecadou o bronze.
Em declarações à estação televisiva italiana Rai 2, Curtis mostrou-se incrédula com o próprio desempenho. «Estou feliz por ter conseguido outra vez. É absurdo, mais um feito louco», afirmou a nadadora.
Foi o terceiro pódio em Paris para a atleta da Universidade da Virgínia, depois de ter conquistado o bronze nos 100m livres e a prata na estafeta de 4x100m livres. Sara admitiu que o recorde mundial era um objetivo há muito ambicionado. «Desde o momento em que parti para a Virgínia, só pensava nisto, no recorde. Um sonho e um objetivo imenso», confessou quem já havia batido os máximos italiano e europeu dos 50 costas no início da temporada.
Recorde-se que a anterior detentora do recorde, Kaylee McKeown, de 25 anos, atravessa um período difícil, tendo sido forçada a desistir dos recentes Jogos da Commonwealth e dos Campeonatos Pan-Pacíficos devido a uma mononucleose infeciosa. A australiana está focada em recuperar a melhor forma para os Jogos de Los Angeles-2028, onde Curtis se perfila como uma das principais estrelas.
Noutras provas do Europeu, o britânico Filip Nowacki, de 18 anos, conquistou o ouro nos 200m bruços, confirmando a sua ascensão. O jovem nadador tinha recentemente ganho uma medalha de ouro para Jersey nos Jogos da Commonwealth, a segunda na história da sua pequena ilha do Canal da Mancha.
Cai recorde mundial em Irvine
Bem longe da capital francesa, mais propriamente em Irvine, na Califórnia, onde decorrem os Campeonatos Pan-Pacíficos, o quarteto dos Estados Unidos estabeleceu um novo recorde do mundo na estafeta mista de 4x100 estilos, com o tempo de 3.36,70m.
O quarteto melhorou o anterior registo em 73 centésimos de segundo. Marca que pertencia também aos Estados Unidos desde 2024, mas esta nova equipa recordista, apenas Gretchen Walsh repete a presença.
A prova começou com Will Modglin a nadar o percurso de costas em 53,40 segundos, um segundo mais lento do que o registo de há dois anos, o que chegou a colocar em risco a obtenção de um novo máximo. Contudo, a recuperação começou com a performance de Van Mathias no segmento de bruços. O nadador, que já esteve retirado da modalidade, realizou um tempo fantástico de 57,30 segundos.
Tal como na estafeta de 2024, os dois últimos percursos foram entregues às nadadoras. Gretchen Walsh nadou a mariposa em 54,99 segundos, alcançando o segundo parcial mais rápido de sempre neste estilo, apenas a um centésimo do seu próprio tempo nos Mundiais de 2025. A fechar a prova, Kate Douglas completou os 100 livres em 51,01s , o quarto melhor tempo da história na distância.
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