Estoril: Cathro não faz por menos e quer terminar a época com vitória frente ao Benfica
O jogo até pode ser frente ao Benfica — que precisa (muito) da vitória para ainda ter possibilidades de alcançar o Sporting no segundo lugar e garantir a entrada na Champions —, mas o treinador do Estoril, Ian Cathro, não faz a coisa por menos e quer o triunfo no encontro de despedida de 2025/26. «Queremos ganhar o jogo e não interessa se perdemos ou ganhámos os últimos dez. Temos de ser mais rigorosos nos momentos decisivos e antecipá-los», disse o escocês esta sexta-feira, na antevisão à partida com as águias.
Sobre os encarnados, Cathro desvalorizou a instabilidade provocada pela incerteza em torno da continuidade de José Mourinho no comando do clube da Luz e assegurou que o Estoril se preparou a pensar unicamente no que pode fazer para vencer. «Esperamos um adversário muito forte. Vamos ter de superar os nossos níveis, e o nosso objetivo é evoluir e ser cada vez mais competitivos. O mais importante é o nosso caminho de valorização. Vamos focar-nos na nossa vontade e maneira de fazer as coisas para fechar duas temporadas que representam uma grande evolução. Ganhámos mais respeito pela competência que temos mostrado e queremos encerrar o campeonato da melhor maneira possível», expressou o técnico.
A cumprir o segundo ano no António Coimbra da Mota, o timoneiro canarinho não garantiu a permanência na próxima época e afirmou que é «altura de ir para a frente». «Vamos trabalhar para continuar neste projeto, impulsionar este processo e progredir. Amanhã é o jogo que vai fechar este ciclo e faremos uma pausa para ver de que forma podemos potenciar o clube e a equipa. Não estou aqui para repetir o mesmo percurso; não quero fazer a terceira época pela primeira vez. Acredito que podemos dar um passo em frente, mas não é tarefa de uma pessoa só: temos de nos sentar todos para pensar e avaliar. Há vontade e ambição, mas depois temos de concretizar», revelou.
O encontro vai ainda marcar o adeus aos relvados de alguém que atualmente enverga a camisola estorilista, mas que deixou uma marca indelével na Luz: Pizzi. «Vai ser o último momento da carreira dele, um percurso de enorme qualidade. Tenho dificuldade em falar dele sem ser com um sorriso na cara. É uma alegria ver a bola a sair dos pés dele e a felicidade que traz todos os dias. Estou muito grato e ele está de parabéns pelo que conquistou. Espero que os próximos meses corram bem, porque não é uma transição fácil, mas ele tem uma família muito bonita para o apoiar», concluiu.