Estafeta feminina dos 4x100 m volta esta noite (21h48) ao Alexander Stadium para disputar a final. Foto FPA
Estafeta feminina dos 4x100 m volta esta noite (21h48) ao Alexander Stadium para disputar a final. Foto FPA

Estafeta feminina bate recorde e está na final dos Europeus

Lorène Bazolo, Tatjana Pinto, Beatriz Castelhano e Arialis Martínez já garantiram a melhor classificação de sempre nos 4x100 m, depois de garantirem o lugar na final desta noite (21h48) com um novo recorde nacional: 43,06 segundos

A equipa feminina da estafeta de 4x100 metros de Portugal garantiu um lugar na final dos Campeonatos da Europa de atletismo, em Birmingham, ao estabelecer um novo recorde nacional. Em contraste, a equipa masculina não conseguiu passar das eliminatórias.

O quarteto composto por Lorène Bazolo, Tatjana Pinto, Beatriz Castelhano e Arialis Martínez completou a prova no Alexander Stadium com o tempo de 43,06 segundos. Esta marca não só lhes valeu o terceiro lugar na sua série, atrás da Itália (42,22) e da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte (42,37), como também pulverizou o anterior recorde nacional de 43,85 segundos, que pertencia à mesma seleção e tinha sido alcançado nos Europeus de Roma2024.

Com o sétimo melhor tempo geral das eliminatórias, a equipa lusa já assegurou o melhor resultado de sempre de Portugal na estafeta feminina de 4x100 metros, ultrapassando o 11.º lugar obtido em Budapeste1998. A final está agendada para as 21h48 de hoje.

Lorène Bazolo mostrou-se satisfeita com o feito, mas já com o pensamento na final. «Estamos felizes, chegámos aqui juntas e queremos focar-nos na final e fazer melhor e atingir um bom resultado, ainda melhor do que este recorde, que representa muito, mas, sobretudo, a dedicação, a superação, o trabalho e a nossa força», afirmou a atleta em declarações à agência Lusa.

Já a equipa masculina, formada por André Prazeres, Gabriel Maia, Delvis Santos e Gerson Baldé, não teve a mesma sorte e o tempo de 39,49 segundos resultou no sexto lugar na sua série e no 12.º tempo geral, insuficiente para a qualificação. A Polónia foi a última equipa a garantir a passagem à final, com um tempo de 39,17 segundos.

Delvis Santos, que no dia anterior tinha sido quinto na final dos 200 metros, lamentou o desfecho, mas sublinhou a importância de aprender com os erros. «Levamos daqui uma aprendizagem, porque dá sempre para mais. Não adianta de nada lamentar agora, o que importa é tirar daqui os erros para poder melhorar no futuro», declarou.

O velocista do Sporting acrescentou ainda que o resultado ficou aquém das expectativas. «Temos de levantar a cabeça, ir para a próxima e correr melhor. Temos uma equipa jovem e com capacidade para fazer coisas muito melhores. Viemos para a prova com 39,05 segundos, que dava para chegar à final, mas são coisas que acontecem no desporto», concluiu.

A iniciar sessão com Google...