Hellen Telles, irmã do ex-FC Porto Alex Telles - Foto: Hellen Telles
Hellen Telles, irmã do ex-FC Porto Alex Telles - Foto: Hellen Telles
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Irmã de ex-FC Porto torna-se CEO de clube brasileiro

Hellen Telles assumiu cargo de CEO da Apafut, emblema de Caxias do Sul que procura a subida ao primeiro escalão do Gauchão

Hellen Telles, antiga empresária de futebol e irmã do ex-FC Porto Alex Telles, atualmente no Botafogo, assumiu o cargo de CEO da Apafut, emblema de Caxias do Sul que compete na segunda divisão gaúcha e procura a subida ao primeiro escalão do Gauchão. Depois de quase uma década a gerir a carreira do irmão, a dirigente lidera agora a gestão estratégica e a composição do plantel profissional do clube.

Hellen Telles foi responsável pela carreira do lateral-esquerdo entre 2015 e 2023. Para consolidar o seu percurso na indústria, Hellen realizou especializações na UEFA e no Real Madrid, tornando-se numa das poucas agentes licenciadas pela FIFA. Na gestão desportiva, aponta como referências Leila Pereira, presidente do Palmeiras, e a empresária Rafaela Pimenta.

Desde julho à frente dos destinos da Apafut (Associação de Pais e Amigos do Futebol), Hellen coordena áreas estratégicas e operacionais, desde os departamentos de futebol, marketing e comercial até ao departamento médico e escalões de formação. A relação com a instituição é antiga: licenciada em Educação Física pela Universidade de Caxias do Sul (UCS), estagiou no clube e, mais tarde, trabalhou como investidora na formação.

A Apafut conta com cerca de 400 atletas na formação e profissionalizou-se em 2024, conquistando rapidamente a subida ao segundo escalão estadual. Foi nesse momento de viragem que surgiu o convite a Hellen Telles.

A ligação ao desporto vem desde a infância, por incentivo do pai da família Telles. Hellen chegou a tentar a carreira nos relvados antes de se focar no sonho de ser treinadora após a formação académica, caminho que acabou por evoluir para a gestão de topo.

«Com clubes mais profissionalizados, abre-se espaço para a competência e aí o género é indiferente. Quem for competente, vai ocupar esse lugar. À medida que mostramos que existe uma cadeira para ser ocupada e que ela não é inacessível, teremos mais mulheres», defendeu, em declarações ao Globoesporte.

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