Ex-Sporting recusou trocar relvados... pelo mundo do cinema: «É trabalho precário»
Héctor Bellerín teve a oportunidade de trocar os relvados... pelo grande ecrã. O jogador do Betis foi convidado para interpretar uma personagem no novo filme de Javier Ambrossi e Javier Calvo, La bola negra [A bola preta], mas acabou por dizer não ao mundo do cinema. E não foi por falta de vontade de representar: foi mesmo por uma questão de... «intrusismo laboral».
Os argumentistas escreveram o papel de Rafael Rodríguez Rapún a pensar no lateral espanhol, que chegou a ser contactado pela equipa responsável pelos castings. Bellerín, contudo, preferiu deixar o papel para quem faz do cinema profissão.
«Tenho gente no meu entorno que são atores, atrizes... e sei que é uma indústria muito complicada», explicou numa entrevista à Cadena SER, lembrando que conhece de perto profissionais que enfrentam condições de trabalho bastante difíceis.
«São trabalhos superprecários, é uma das indústrias com mais taxas de desemprego no nosso país e dedicam muitíssimas horas e continuam a ter uma vida superprecária», afirmou. Para Bellerín, aceitar um papel numa grande produção apenas por ser futebolista seria uma espécie de «intrusismo laboral».
O espanhol não esconde, ainda assim, que ficou satisfeito por ver o filme avançar sem ele — e até brincou com a situação. «Olha, saiu-se muito bem sem mim, não? Talvez tenha sido uma muito boa decisão», atirou.
Por enquanto, Bellerín continua, portanto, mais confortável com a bola nos pés do que com uma câmara apontada à cara. O lateral, atualmente no Betis, também conhece bem o futebol português, depois de ter representado o Sporting na segunda metade da temporada 2022/23. Pelos leões, fez 13 jogos e marcou um golo, antes de regressar a Espanha para continuar a carreira no clube andaluz.