Mikaela Shiffrin regressa ao topo após 12 anos de espera, Vanina fecha participação lusa
Após uma espera de 12 anos, Mikaela Shiffrin regressou ao topo olímpico no slalom, ao vencer a prova de do programa de Milão – Cortina 2026, em que Portugal terminou a participação nos Jogos, com Vanina Guerillot a acabar na 45.ª posição - entre 53 que conseguiram terminar a prova -, depois de ter acabado a primeira manga em 52.º lugar (53.08) e a segunda em 45.º (1.01), num total de 1:55.14, com mais 16.04 segundos que a americana. 42 atletas não completaram a prova.
Para a americana, este é o seu terceiro ouro olímpico na carreira e o primeiro desde 2018. Venceu o slalom em Sochi 2014 e, quatro anos depois, em Pyeongchang, triunfou na combinada. Em Pequim, em 2022, Shiffrin viveu um verdadeiro pesadelo, ao ser eliminada no slalom, slalom gigante e slalom da combinada, sem nunca conseguir adaptar-se à neve na China.
Hoje, a americana construiu grande parte do seu triunfo logo na primeira manga, onde venceu com uma vantagem de 0.82 segundos sobre Lena Durr, que ocupava a segunda posição. No entanto, a alemã abandonou a prova logo na primeira porta da segunda manga, ao tentar ser demasiado direta na sua linha e um poste passar entre os seus esquis. Também a sueca Cornelia Oehlund partiu um bastão e não acabou, facilitando ainda mais a missão da americana.
Isto deixou Shiffrin com uma vantagem de 1.05 sobre a líder provisória e campeã mundial do ano anterior, Camille Rast, da Suíça. Apesar desta vantagem, Shiffrin não tirou o pé do acelerador e pressionou também na sua segunda descida, para vencer com um total de 1.50 sobre Rast, que era quarta após a primeira manga.
Shiffrin, líder após a primeira manga, fez a sua corrida com calma, sabendo que nada a poderia impedir de conquistar a medalha de ouro numa das suas provas favoritas. A americana cruzou a meta com o tempo acumulado das duas mangas de 1:39,10 minutos.
Para a campeã mundial, restou a prata, e o bronze foi para a sueca Anna Sven Larsson. Ela era quinta a meio da prova, mas aproveitou as desistências da sua compatriota Cornelia Oeylund e de Durr para subir ao pódio.