Fabiano Souza tenta Guilherme Neiva, com Mika atento ao lance - Foto: Pedro Sarmento Costa/Lusa
Fabiano Souza tenta Guilherme Neiva, com Mika atento ao lance - Foto: Pedro Sarmento Costa/Lusa

Era a feijões, mas todos ficaram com... fome (crónica)

Dois golos anulados por foras de jogo, um para o Moreirense, outro para o Aves SAD. Alanzinho homenageado na despedida

Num jogo literalmente a feijões, em que o máximo que o Moreirense almejava era manter-se no 7.º lugar, à frente do vizinho V. Guimarães, e o Aves SAD já condenado à descida, os estômagos ficaram... vazios.

Antes do apito inicial momento de homenagem no relvado, com Alanzinho a receber um quadro alusivo aos quatro anos em que representou o Moreirense, tendo-se despedido com uma capícua: 141 jogos oficiais (25 golos marcados e outras tantas assistências).

O início do encontro até foi promissor, logo no primeiro minuto, fruto de uma desatenção defensiva da equipa da casa, com Gilberto Batista a ficar mal na fotografia, e Guilherme Neiva colocou Mika em sentido, com um remate ao primeiro poste.

Mas, foi sol de pouca dura... Seguiram-se períodos de jogo muito cinzentos, com algum ascendente do Moreirense, nomeadamente na posse de bola e construção ofensiva, mas sem efeitos práticos, enquanto o Aves SAD ficou à espera do erro do adversário, e quase tirou frutos disso mesmo, ao minuto 40, quando Gilberto Batista voltou a claudicar, mas Algobia, em zona frontal, não estava a contar com tamanha oferta e perdeu o timming do remate.

A fechar a primeira parte, Gilberto Batista redimiu-se e literalmente deu o corpo às balas, cortando, com o joelho, remate de Neiva que levava selo de golo. Já em tempo de compensação, Travassos ficou a pedir grande penalidade, após a bola ter batido no braço de apoio de Gustavo Mendonça, já em queda.

Melhor em campo: Diogo Travassos (Moreirense)

É diferenciado e isso já não precisa de confirmação. As jogadas mais vistosas passaram-lhe pelos pés (direito e esquerdo), teve duas excelentes ocasiões para marcar, numa ficou a pedir peálti, noutra acertou no poste. ainda fez punhado de cruzamentos valiosos e ainda jogou nas duas alas. Aos 22 está cheio de confiança e após época bem conseguida sobe um patamar: vai jogar no SC Braga.

Na etapa complementar surgiram os golos, mas não contaram... Primeiro festejaram os da casa, quando, aos 50', Yan Maranhão fintou Simão Bertelli, mas o VAR analisou o lance e considerou que no momento do passe Kiko Bondoso estava fora de jogo; depois foi Guilherme Neiva a marcar, para o Aves SAD, mas no início da jogada Tunde estava em posição irregular.

Diogo Travassos também espreitou o golo, um punhado de vezes, mas o mais perto que esteve de ser bem sucedido foi aos 51', quando respondeu a cruzamento de Kiko Bondoso, mas acertou em cheio no ferro.

O último quarto de hora foi bem emotivo, com o Moreirense a instalar-se no meio-campo adversário, sempre de olhos postos na baliza, mas o nulo teimou em manter-se.

A figura do Aves SAD: Guilherme Neiva

Foi o mais inconformado com o nulo e, por isso, sempre o mais ativo na procura da baliza. Ainda fez o gosto ao pé, mas Tunde estava em fora de jogo quando lhe passou a bola. Diga-se que o camisola 21 esteve envolvido em várias fases do jogo, ajudando a defender, organizar e, claro, a atacar. O brasileiro teve mais minutos desde que João Henriques chegou e termina a época na mó de cima.

Nestas linhas dois lances a merecerem destaque; o túnel de Leandro Santos a Tomané (valeu rodos aos dois, um de gosto e o outro de embaraço) e a monumental perdida de Tunde, que, na cara do golos, atirou muito por cima.

As notas do Moreirense:
Mika (5), Diogo Travassos (6), Kevyn Sousa (5), Kiko Bondoso (5), Rodrigo Alonso (5), John (5), Francisco Domingues (5), Jimi Gower (5), Gilberto Batista (4), Fabiano (5), Yan Maranhão (5), Alanzinho (5), Álvaro Martínez (4), Leandro Santos (4), Cédric Teguia (4) e Luís Esteves (4).

Vasco Botelho da Costa (treinador do Moreirense)

Hoje fomos muito mais sérios do que na semana passada, mas não tão intensos como gostaria, principalmente com bola. Tem de ser considerada uma época positiva. Num campeonato tão competitivo, conseguimos não ouvir a palavra manutenção e isso é muito bom. Este é um projeto com o qual me identifico bastante.

João Henriques (treinador do Aves SAD)

Foi um domínio consentido da nossa parte para poder explorar as costas do Moreirense. Olhamos para a época e ver que o Aves fez o sexto jogo consecutivo a pontuar, ficamos satisfeitos. Criámos uma equipa, potenciamos jogadores. Nesta fase final todos saímos valorizados, ao contrário do que diz a tabela classificativa

Notícia atualizada às 18h21.

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