Klismahn e Alan Varela durante o FC Porto-Santa Clara, 2025/16: FOTO - Catarina Morais/Kapta+
Klismahn e Alan Varela durante o FC Porto-Santa Clara, 2025/16: FOTO - Catarina Morais/Kapta+

Até o vermelho foi perfeito na festa azul e branca (crónica)

Houve passado, presente e futuro na consagração dos campeões nacionais. Da homenagem a Pinto da Costa, Jorge Costa e Viena, aos minutos de João Costa e Bernardo Lima, um autogolo ditou o resultado

O campeão já o era antes deste sábado e o Santa Clara não jogava para mais do que os três pontos na consagração do FC Porto. O campeão jogou no presente frente aos açorianos, mas com um olhar ao futuro e homenagens ao passado. Houve muito portismo no Dragão, numa tarde em que até o encarnado foi perfeito para umas festividades que começaram no estádio e se prolongam, noite dentro, pela cidade Invicta.

Ainda antes de a bola rolar já se previa que algo de novo surgiria no FC Porto. Francesco Farioli levou para o banco Nehuen Perez, João Costa e Bernardo Lima - os dois últimos seriam estreantes e campeões, portanto - o primeiro regressou após grave lesão. Já no onze, o italiano mantinha a matriz, mas mudou muitas peças em relação à derrota com o AVS. E isso trouxe uma equipa azul e branca consistente e a dar o primeiro sinal de perigo por um Rodrigo Mora que transitou de um onze para o outro. João Afonso fez uma primeira grande defesa - por falar em futuro, uma boa exibição do açoriano, que se estreou na semana passada, e que no Dragão confirmou que merece mais olhares.

Antes desse momento, a homenagem a Pinto da Costa e Jorge Costa e também à conquista de Viena: o FC Porto vestiu o equipamento da futura época, com os números bem vincados a vermelho como em 1986/87, quase uma réplica de uma das mais bonitas camisolas do clube. Diga-se, já agora, que o equipamento foi mais vintage que a exibição, ainda que a maior honra que se possa dar a campeões passados seja a de uma vitória. E isso, como se sabe, a equipa conseguiu.

Ainda assim, nas celebrações azuis e brancas não foi apenas o vermelho nas costas dos jogadores portistas que foi notório, também o encarnado do Santa Clara se destacou no relvado do Dragão.

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Àquele remate de Rodrigo Mora seguiu-se um de Klismahn e outro de Gabriel ao lado: os açorianos apresentavam boa dinâmica e valorizaram o dia de festa.

Aliás, até aos 35 minutos, sensivelmente, o jogo foi bastante fluído, com as duas formações a terem boas tentativas e Kiwior à procura de um golo que não chegou.

Ao intervalo, o empate podia ter outra cor, pois houve lances para quebrar o nulo, ainda que a igualdade se ajustasse, pois os últimos dez minutos do primeiro tempo foram menos interessantes que todo o tempo anterior.

A segunda parte começou com vislumbres daquela primeira: um remate de William Gomes de pé esquerdo, de fora da área, para defesa segura de João Afonso, um 'tiro' de Diogo Calila ao lado da baliza do FC Porto, a assustar os adeptos, que viram ali o perigo de a festa não ser plena.

Como o jogo ainda era de campeonato, Farioli foi igual a ele próprio e perto dos 60 minutos lá trocou jogadores. Vieram Pietuszewski e Gabri Veiga, saíram Borja Sainz e Deniz Gul: Mora passou a jogar a 9 nos azuis e brancos. O 'baixinho' ainda ainda marcando de cabeça, logo após as trocas, mas foi aos 70 que a vitória foi garantida. Um alívio do Santa Clara, por esta altura sob controlo portista, caiu nos pés de William Gomes - excelente a receção - que serviu Frodholdt. E como em 2025/26 tudo o que o dinamarquês toca torna-se ouro, o cruzamento forte 'bateu' em Sidney Lima e foi um jogador de encarnado a marcar o golo deum triunfo merecido de uma equipa que ainda consagrou João Costa e Bernardo Lima como campeões.

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