Morreu esta quinta-feira o escritor António Lobo Antunes, aos 83 anos, avançaram a RTP e o Expresso.
Considerado um dos maiores escritores da literatura portuguesa, publicou mais de 40 romances.
A editora Leya confirmou entretanto a notícia. «Foi com profunda tristeza, e ainda a recuperar do choque, que recebemos a notícia, esta manhã, da morte de António Lobo Antunes, nome maior da literatura portuguesa, autor de romances que ficarão para sempre na memória dos seus leitores e admiradores. A Dom Quixote, que se compromete a continuar a trabalhar e a promover a sua obra, cuja importância ultrapassou fronteiras, despede-se assim do grande escritor português, o verdadeiro escritor, que dedicou toda a sua vida à literatura, prestando-lhe a devida e merecida homenagem e deixando sentidas condolências à sua família, aos seus amigos e aos seus leitores.»
António Lobo Antunes nasceu em Lisboa em 1942 e é um dos mais importantes escritores portugueses contemporâneos. Médico psiquiatra de formação, participou na Guerra Colonial em Angola - entre 1971 e 73 -, experiência que marcou profundamente a obra literária. Poucos anos depois começou a publicar romances, destacando-se Os Cus de Judas e Conhecimento do Inferno, obras marcantes da literatura portuguesa contemporânea.
Entre vários outros prémios, Lobo Antunes venceu o Prémio Camões em 2007 e o Prémio Europeu de Literatura em 2001.
Ministra da Cultura lamenta morte
A ministra da Cultura, Margarida Balseiro Lopes, reagiu à notícia, considerando-o um escritor maior e sensível. «É com profundo pesar que lamentamos a morte de António Lobo Antunes, escritor maior de Portugal, intérprete sensível e incomparável da condição humana, um dos nossos autores mais reconhecidos das últimas décadas. Deixa-nos um legado brilhante e inesquecível», escreveu a ministra da Cultura numa mensagem divulgada na rede social X.
É com profundo pesar que lamentamos a morte de António Lobo Antunes, escritor maior de Portugal, intérprete sensível e incomparável da condição humana, um dos nossos autores mais reconhecidos das últimas décadas. Deixa-nos um legado brilhante e inesquecível.
— Margarida B Lopes (@margaridalopes) March 5, 2026
(atualizado às 9h54)