Quansah foi titular na ala direita de Inglaterra e foi expulso na segunda parte
Quansah foi titular na ala direita de Inglaterra e foi expulso na segunda parte - Foto: IMAGO

Em Inglaterra exigem tratamento igual para Quansah na polémica Balogun

Noah Law, membro do Parlamento britânico pelo Partido Trabalhista, enviou uma carta oficial a Gianni Infantino, presidente da FIFA, exigindo a anulação do cartão vermelho

A polémica em torno da suspensão da sanção a Folarin Balogun está a gerar uma forte reação em Inglaterra, onde se exige um tratamento idêntico para Jarell Quansah. O defesa inglês vai falhar o jogo dos quartos de final do Mundial 2026 contra a Noruega, após ter recebido um cartão vermelho direto no jogo contra o México (3-2).

A expulsão do defesa do Bayer Leverkusen, que atuou como lateral-direito, foi a primeira de um jogador inglês num Mundial desde Wayne Rooney em 2006. A situação agravou-se com as críticas do selecionador de Inglaterra, que afirmou publicamente que «os árbitros do Mundial simplesmente não estão à altura».

A controvérsia escalou para a esfera política. Noah Law, membro do Parlamento britânico pelo Partido Trabalhista, enviou uma carta oficial a Gianni Infantino, presidente da FIFA. Na missiva, Law, embora admita que a expulsão de Quansah foi «correta», insta a organização a adiar a suspensão do jogador, tal como fez com Balogun, para garantir a equidade. «A integridade de qualquer grande torneio internacional depende não só de os jogadores e árbitros respeitarem as regras, mas também de essas regras serem aplicadas de forma igual a todas as nações participantes», defendeu.

O selecionador Thomas Tuchel, confrontado com um problema no lado direito da defesa, abordou o tema com ironia após a vitória por 3-2 sobre o México. «Que fique claro: não era cartão vermelho. O VAR interveio. A decisão já está tomada. Quem revoga esta decisão, quando e com que argumentos? Acho estranho. Queremos coerência», afirmou o técnico alemão.

Tuchel prosseguiu com o seu raciocínio, questionando a consistência das decisões da arbitragem: «Acho que o cartão amarelo de Declan Rice também não o era. Devolvem a França o cartão amarelo a (Michael) Olise, que não era amarelo? Onde é que isto começa e onde acaba? Recorremos? Deveria o Harry Kane perguntar ao presidente Trump? Talvez!»

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