Golo de Kane e loucura inglesa
Golo de Kane e loucura inglesa

Adeus México: épica Inglaterra com 'Speedy' Bellingham manda mais um anfitrião para o sofá

Jogador do Real Madrid bisou em dois minutos, segunda parte foi louca

A Inglaterra garantiu a passagem aos quartos de final do Mundial 2026 após uma vitória dramática por 3-2 sobre o México, num jogo disputado no Estádio Azteca. A seleção inglesa, que agora defrontará a Noruega em Miami no próximo sábado, superou a expulsão de Qansah no início da segunda parte, a altitude e a pressão dos anfitriões para alcançar um triunfo memorável.

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O jogo, que começou com uma hora de atraso devido a fortes tempestades, foi um verdadeiro espetáculo desportivo.

Depois de pressão mexicana inicial, a noite começou de forma fulgurante para os ingleses, com Jude Bellingham a silenciar o estádio com dois golos em apenas 98 segundos, aos 36 e 38 minutos.

No entanto, o México conseguiu reduzir a desvantagem mesmo antes do intervalo, por intermédio do inevitável Quiñones.

A segunda parte foi caótica e repleto de emoções. Logo aos 54, Jarell Quansah foi expulso com cartão vermelho direto, após uma entrada dura sobre Jesus Gallardo, deixando a Inglaterra com dez jogadores.

Apesar da inferioridade numérica, Harry Kane ampliou a vantagem para 3-1 na conversão de um penálti aos 60, contudo, o próprio Kane cometeu logo depois uma falta para penálti, permitindo a Jimenez fazer o 2-3 aos 69 minutos e relançar a incerteza no marcador.

Os últimos 20 minutos - mais 11 de compensação, foram de pura resiliência por parte da equipa inglesa, que conseguiu segurar a vantagem até ao apito final.

Este resultado marca a primeira derrota de sempre do México no Estádio Azteca em jogos do Mundial, onde até então somava oito vitórias e dois empates. A equipa da casa não sofria três golos no seu reduto desde um jogo contra o Brasil em agosto de 1999. De salientar que os três golos sofridos nesta partida superam o total de golos concedidos (dois) nos dez jogos anteriores do Mundial disputados neste estádio.

No final do encontro, o capitão Harry Kane, rouco e quase sem voz, descreveu a partida como «um jogo louco, louco». Em declarações à BBC Radio 5 Live, acrescentou: «Tantas coisas contra nós como equipa, vir a esta fortaleza e ter de superar tudo. No jogo, o cartão vermelho, o penálti e tantas decisões contra nós, mas aguentámos. Isto só nos dará mais confiança e mais ímpeto. Que noite especial para a Inglaterra».

Apesar do triunfo, o selecionador inglês, Thomas Tuchel, teceu duras críticas à equipa de arbitragem liderada por Alireza Faghani.

«Simplesmente não é bom o suficiente. Os árbitros não são bons o suficiente, os quartos árbitros não são bons o suficiente. Essa é a conclusão», afirmou o técnico à BBC Sport. Tuchel questionou a decisão do VAR de assinalar um penálti, considerando que não se tratava de um «erro claro e óbvio».

O treinador elogiou ainda a sua equipa: «Que drama desde o primeiro minuto. Que montanha-russa de emoções. Foi uma luta durante muito tempo com 10 homens. Há muito para amar nesta equipa. Se há uma equipa com coração e crença, é esta. Fizeram-no por pura vontade. É um jogo icónico, num estádio icónico. Superámos muitas adversidades hoje», declarou, acrescentando que a equipa se recusou a ceder «a um nível absolutamente admirável».

No entanto, Tuchel admitiu que a exibição podia ter sido melhor. «Acho que podemos jogar muito melhor. Há uma desconexão em relação ao que realmente colocamos em campo em termos de desempenho futebolístico, posse de bola, encontrar espaços», analisou. A noite ficou ainda marcada pela lesão de Jordan Henderson, cujo prognóstico «não parece bom» após uma queda que resultou numa lesão no pulso.

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