Mundial
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É bom que Roberto Martínez 'ouça' o aviso da Alemanha
Existem 500 mil maneiras de vencer um jogo de futebol, só é preciso encontrar uma
Jurgen Klopp, treinador alemão, sobre a eliminação da seleção germânica no Mundial
A Alemanha já foi para casa, terceiro Mundial seguido em que a Mannschaft desiludiu — em 2018 e 2022 nem sequer passou da fase de grupos.
Desta vez conseguiu-o, com goleada a Curaçau, provavelmente a seleção mais fraca deste Mundial e vitória na compensação sobre a Costa do Marfim. Mas depois perdeu com o Equador e nos 16 avos de final caiu às mãos do Paraguai, nos penáltis.
Dominou? Claro que dominou. E rematou mais, e criou mais perigo. Mas não nos deixemos enganar por essas estatísticas.
Como diz Jurgen Klopp, há 500 mil maneiras de vencer um jogo, só é preciso encontrar uma. O Paraguai encontrou-a, nos penáltis. A Alemanha fez 21 remates em 120 minutos, mais 14 que os sul-americanos, mas em grandes ocasiões, e em golos, igualaram-se.
E o aviso alemão deve ser ouvido com atenção por Portugal (que fez cinco golos ao Uzbequistão, um à RD Congo logo a abrir e nenhum à Colômbia), para o jogo da próxima madrugada frente à Croácia.
Roberto Martínez parece pensar que a exibição da Seleção contra a RD Congo é um exemplo do que fazer: controlo da bola, equilíbrio, paciência, em vez da loucura desenfreada do jogo contra a Colômbia.
Percebo a ideia, mas falta o resto: criar mais ocasiões e marcar. A França não se desequilibra, mas não deixa de ter facilidade em chegar à baliza adversária, as duas coisas não são incompatíveis.